Unhas fracas e quebradiças? Entenda o que o seu corpo está tentando te avisar 

Muitas pessoas encaram unhas descamando, quebradiças, com ondulações ou de crescimento lento apenas como um aborrecimento estético. No entanto, no campo da medicina dermatológica, a lâmina ungueal funciona como um bioindicador fundamental da saúde interna do organismo.

O que causa a Síndrome das Unhas Fracas

Essa estrutura é formada basicamente por queratina, uma proteína rígida cuja fabricação depende de um suprimento ideal de micronutrientes, aminoácidos e de uma circulação sanguínea eficiente. Conforme estatísticas da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) e do Journal of the American Academy of Dermatology, essa condição afeta aproximadamente 20% da população adulta, atingindo as mulheres com muito mais frequência.

Fatores internos e carências nutricionais

Apesar de o contato com produtos químicos sem proteção adequada e a umidade em excesso representarem causas externas habituais, a fragilidade constante costuma sinalizar desequilíbrios internos. Pesquisas indicam que a deficiência de ferro — com ou sem a presença de anemia — figura entre os motivos sistêmicos mais comuns, já que o mineral é indispensável para transportar oxigênio até a matriz ungueal. Outros elementos frequentes englobam baixas taxas de zinco, proteínas e vitaminas do complexo B, a exemplo da biotina, além de problemas endócrinos como o hipotireoidismo, que desacelera o metabolismo celular.

Como o corpo prioriza nutrientes

Diante da escassez de elementos essenciais, o corpo ativa uma estratégia de sobrevivência: ele direciona esses nutrientes de forma prioritária para os órgãos vitais, como o coração, o cérebro e os rins, diminuindo o envio para tecidos periféricos que se renovam constantemente, caso das unhas e dos cabelos. Sem os insumos necessários, a matriz gera uma queratina de baixa densidade, gerando lâminas finas, porosas e altamente vulneráveis à quebra.

Cuidados práticos e prevenção

Antes de investir em bases fortalecedoras ou cosméticos de alto custo, vale a pena realizar um check-up com exames de sangue para verificar os níveis de ferritina, as vitaminas e o funcionamento da tireoide. Na rotina, o ideal é proteger as mãos com luvas ao usar produtos de limpeza, aplicar hidratantes específicos na região e apostar em uma dieta rica em proteínas de excelente qualidade.

Por Redação Acontece

Créditos da imagem: Freepik

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