Quem foi Nancy Grace Roman, astrônoma que dá nome ao novo telescópio espacial da Nasa

A exploração espacial ganhou um novo marco com o lançamento do telescópio que homenageia a pioneira Nancy Grace Roman, astrônoma norte-americana fundamental para a história da NASA. O equipamento iniciou sua viagem rumo ao ponto orbital L2, a cerca de um milhão de milhas da Terra, mesma região onde opera o James Webb. A escolha do nome coroa a trajetória da cientista que ficou conhecida mundialmente como a Mãe do Hubble, tendo sido a primeira mulher a assumir uma posição executiva e a chefia de astronomia na agência espacial dos Estados Unidos.

A trajetória da pioneira da astronomia

Nascida em 1925 em Nashville, no Tennessee, a cientista demonstrou paixão precoce pela ciência, criando um clube de astronomia com apenas 11 anos. Ela formou-se pelo Swarthmore College e obteve seu doutorado na Universidade de Chicago. Antes de integrar a NASA em 1959, acumulou vasta experiência no Observatório Yerkes e no Laboratório de Pesquisa Naval, onde atuou com radioastronomia e aprimorou medições entre a Terra e a Lua.

Sua carreira, contudo, foi marcada por desafios em um meio acadêmico fortemente dominado por homens, onde relatou enfrentar barreiras de estabilidade e disparidades salariais significativas em relação aos colegas do sexo masculino. Mesmo com os obstáculos, sua liderança foi decisiva para convencer a comunidade científica, políticos e financiadores sobre a viabilidade de colocar grandes observatórios espaciais acima da atmosfera terrestre, culminando no lançamento do Hubble em 1990.

Contribuições científicas e novo observatório

Além de viabilizar o Hubble, as pesquisas de Roman sobre a composição química, velocidade e diversidade de idades das estrelas revolucionaram o entendimento da Via Láctea. O novo instrumento que leva seu nome herda esse legado científico e foi desenvolvido para proporcionar uma visão panorâmica do cosmos por meio de tecnologia infravermelha avançada.

O equipamento conta com 18 sensores de pixel de alta capacidade, projetados para investigar mistérios como a matéria escura, a energia escura e a busca por exoplanetas. A expectativa é que o observatório transmita cerca de 1,4 terabytes diários de informações científicas, acumulando mais de 20 mil terabytes ao longo de sua missão principal de cinco anos. Nancy Grace Roman faleceu em 25 de dezembro de 2018, aos 93 anos, deixando um legado eterno na exploração do universo.

Por Redação Acontece

NASA/Divulgação

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