Brasileira pega prisão perpétua na Itália por morte do marido Justiça italiana condena brasileira Adilma Carneiro à prisão perpétua por planejar e simular o atropelamento que matou seu marido em 2024. A Justiça da Itália condenou à prisão perpétua a brasileira Adilma Pereira Carneiro, de 51 anos, acusada de liderar o assassinato de seu companheiro, Fabio Ravasio, de 52 anos. O crime ocorreu em 9 de agosto de 2024, na cidade de Parabiago, quando o ciclista foi atingido por um veículo na via Vela. O que inicialmente parecia um acidente de trânsito foi desvendado como um homicídio friamente calculado e coordenado pela própria esposa.
A dinâmica do crime e o plano macabro
A sentença detalha que o homicídio foi meticulosamente preparado por meio de encontros frequentes e divisão de tarefas entre os oito envolvidos no caso. O plano inicial de Adilma era contratar um matador de aluguel por cerca de 100 mil euros, mas, diante do alto custo, ela optou por arregimentar pessoas de seu círculo pessoal para executar a simulação do atropelamento. Entre os condenados à prisão perpétua ao lado de Adilma estão Marcello Trifone e Fabio Lavezzo. Outros cinco réus receberam penas que variam de 14 a 24 anos de reclusão por participarem de diferentes etapas da emboscada, desde a vigilância da vítima até a ocultação de provas e a preparação mecânica do automóvel usado no impacto.
Motivação financeira e desvio de patrimônio
As investigações apontaram que a principal motivação para o crime foi puramente econômica, visando o acesso ao patrimônio de Ravasio e a apólices de seguro de vida. O casal vivia junto havia anos e tinha dois filhos, mas a situação financeira da família já vinha sofrendo alterações drásticas nos anos anteriores. Auditorias bancárias revelaram a saída de 226 mil euros das contas ligadas à brasileira, sendo que parte expressiva desses recursos foi enviada para líderes religiosos no Brasil. A teia financeira sob investigação ainda abrange transações internacionais entre Brasil, Espanha e França.
O poder de persuasão e a teia de relações
Os magistrados destacaram a habilidade de Adilma em manipular as pessoas ao seu redor, convencendo cúmplices mesmo sem a promessa de ganhos financeiros diretos. Para isso, ela teria inventado falsas acusações de violência doméstica e abuso contra os filhos, além de manter vínculos amorosos e promessas de presentes com os participantes. Natural do Rio Grande do Norte e com passagem por São Paulo antes de fixar residência na Itália, a brasileira ganhou notoriedade na imprensa local, sendo apelidada de “Viúva Negra Brasileira” e “Louva-a-Deus de Parabiago”.
Desdobramentos judiciais
Além das penas de reclusão severas, a Justiça determinou o pagamento de reparações financeiras às partes civis. Enquanto algumas defesas já anunciaram que vão recorrer da decisão, o processo envolvendo a filha da condenada, Ariane, segue tramitando em separado em um julgamento independente. Por Redação Acontece Reprodução
