“Como tá a minha obra”: PF diz que Castro geria imóvel em nome de terceiros

A Polícia Federal apontou que o ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, exercia controle total sobre uma mansão em Petrópolis, na Região Serrana, embora a propriedade estivesse registrada formalmente em nome de terceiros.

Mensagens revelam comando em reformas

De acordo com relatório enviado ao Supremo Tribunal Federal no âmbito da Operação Sem Refino, o político acompanhava de perto cada etapa de melhorias no local, incluindo a execução do projeto de uma adega climatizada. Os investigadores tiveram acesso a conversas no celular do ex-chefe do Executivo estadual que comprovam a sua participação ativa na administração do espaço.

Em um dos diálogos interceptados, datado de março deste ano, Castro cobrou diretamente o andamento dos serviços ao questionar um funcionário com a frase Como tá a minha obra. Em resposta, o colaborador detalhou etapas de impermeabilização e acabamento e ainda enviou fotos e orçamentos para a aprovação do político.

Esquema de ocultação de patrimônio

O imóvel de luxo está localizado no Condomínio Locanda Residenze, na Fazenda Inglesa. Conforme as investigações, a residência fazia parte de uma estratégia de blindagem patrimonial associada ao empresário Luiz Fernando Gomes.

Os registros apontam que empresas ligadas a esse empresário faturaram centenas de milhões de reais em contratos públicos ao longo da gestão de Castro. Além disso, metadados de arquivos apreendidos pela polícia nomeavam projetos da mansão diretamente com o nome do ex-governador, reforçando a tese de propriedade oculta.

Por Redação Acontece

Créditos da imagem: Divulgação / Polícia Federal

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