O Banco Central decretou o encerramento das atividades das gestoras Trustee e Banvox, elevando para 17 o total de instituições financeiras liquidadas de forma extrajudicial ao longo de 2026. Esta marca representa o maior volume de intervenções regulatórias desde o ano de 2002, quando 24 empresas sofreram a mesma medida.
Ligação com o caso Banco Master
As duas empresas recém-fechadas pertencem ao empresário Maurício Quadrado, que atuou anteriormente como sócio de Daniel Vorcaro no Banco Master. Com essas decisões, a gestão liderada pelo presidente Gabriel Galípolo acumula 21 intervenções desde o início de seu mandato em 2025, período que teve como marco inicial a ação no próprio Banco Master em novembro do ano passado.
Critérios técnicos e combate à lavagem de dinheiro
De acordo com a autoridade monetária, as medidas seguem rigorosamente protocolos técnicos de governança, sem motivações de cunho político ou punitivo. As intervenções em companhias associadas ao conglomerado do Master ocorreram principalmente devido a problemas críticos de liquidez diária ou forte correlação societária. Outro fator determinante para as punições foi a fragilidade ou total ausência de mecanismos voltados à Prevenção à Lavagem de Dinheiro (PLD).
Motivos do fechamento das gestoras
A Trustee funcionava como a principal empresa do conglomerado comandado por Quadrado e foi penalizada em decorrência de infrações severas às normativas do setor. Já a Banvox teve suas portas fechadas por causa de sua forte conexão de interesses, compartilhamento de administradores e laços de controle direto com a Trustee.
Em notas oficiais divulgadas ao mercado, a autarquia reforçou que a penalidade máxima foi aplicada devido a infrações graves contra a legislação que rege o sistema financeiro nacional.
Por Redação Acontece
Divulgação/Banco Central
