Novo laudo afasta suicídio e aponta crime na morte de PM Laudo da Polícia Científica de SP reforça que a soldado Gisele Alves Santana foi assassinada. Marido, tenente-coronel, segue preso. Leia mais. Um laudo inédito elaborado pela Polícia Científica de São Paulo derrubou de vez a tese de que a soldado da Polícia Militar Gisele Alves Santana teria cometido suicídio. O documento técnico, anexado ao processo judicial, aponta que todas as evidências recolhidas no apartamento onde a vítima foi baleada divergem completamente de um ato voluntário, fortalecendo a suspeita de homicídio com a participação de um segundo indivíduo.
A situação do réu e a decisão da Justiça
O principal investigado pelo crime é o tenente-coronel da reserva Geraldo Leite Rosa Neto, marido da policial e atualmente mantido em prisão preventiva no Presídio Militar Romão Gomes, localizado na zona norte da capital paulista. Recentemente, o Superior Tribunal de Justiça negou um pedido de soltura feito pela defesa do oficial, apontando receio de que ele possa atrapalhar o andamento das investigações e a produção de provas.
Detalhes técnicos e questionamentos da defesa
A nova manifestação pericial foi redigida após questionamentos levantados pelos advogados de Geraldo Neto. Mesmo com os pedidos da defesa, a perita responsável manteve o entendimento técnico de que a dinâmica do disparo é incompatível com a morte autoimposta, resistindo apenas à hipótese de interferência externa.
Tecnologia 3D na reconstrução do crime
Para chegar a essa conclusão, os investigadores recorreram a um scanner tridimensional avançado. A tecnologia permitiu mapear o imóvel utilizando 26 pontos de escaneamento com margem mínima de erro, confrontando a versão contada pelo marido com as fotografias tiradas logo após o disparo e os relatos das equipes de socorro. Por Redação Acontece Reprodução/TJSP
