Durante participação em sabatina realizada nesta quarta-feira (2/9) em São Paulo, o presidenciável Ronaldo Caiado colocou em dúvida a eficácia do uso de câmeras corporais por agentes de segurança pública em situações de confronto extremo, comparando tais cenários a zonas de combate.
O debate sobre a Operação Contenção
O posicionamento do político ocorreu quando ele foi incitado a comentar a atuação das forças estaduais em regiões controladas por organizações criminosas, com ênfase na Operação Contenção.
Deflagrada em 28 de outubro de 2025 nos complexos do Alemão e da Penha, na capital fluminense, a ação mirava alvos do Comando Vermelho e visava cumprir dezenas de mandados de prisão. Com um desfecho de 122 óbitos — incluindo 117 suspeitos e cinco agentes da lei —, a ofensiva entrou para os registros como a mais letal do estado, superando episódios anteriores ocorridos no Jacarezinho e na Vila Cruzeiro.
Para o candidato, o contexto dessas intervenções difere drasticamente do patrulhamento cotidiano. Ele argumentou que os batalhões enfrentam infratores portando arsenais muitas vezes superiores aos fornecidos às corporações oficiais, afirmando que nunca presenciou o uso de equipamentos de gravação em cenários bélicos.
Proposta inspirada na polícia britânica
Questionado a respeito da manutenção de repasses federais destinados à compra desses dispositivos tecnológicos para as polícias estaduais, o político pontuou que repassaria os recursos apenas aos estados interessados. No entanto, aproveitou para defender uma reformulação profunda na filosofia de patrulhamento ostensivo no país.
Utilizando como referência a atuação de guardas na capital da Inglaterra, o presidenciável defendeu a transição para um patrulhamento focado na prevenção e na proximidade com a comunidade.
A meta declarada seria alcançar um patamar em que o agente pudesse cumprir suas funções nas ruas portando apenas itens tradicionais de defesa pessoal, sem a obrigatoriedade imediata de armas de fogo letais.
A agenda do pleito presidencial segue movimentada, com levantamentos recentes indicando cenários acirrados na disputa pelo Palácio do Planalto.
Por Redação Acontece
Créditos da imagem: Reprodução / CNN Brasil
