Entre os dez concorrentes ao Governo do Distrito Federal (GDF), dois se destacam por defender a liberação de armamentos para grupos civis específicos em seus planos de governo. As iniciativas partem de Expedito Mendonça (PCO) e Professor Robson (PSTU), focando em públicos distintos que enfrentam situações de vulnerabilidade.
Propostas voltadas para o campo e para o lar
Enquanto a chapa do PCO aponta para a autodefesa de trabalhadores rurais e indígenas envolvidos em disputas de terra, a do PSTU direciona o foco para a proteção de mulheres que sofrem ameaças de parceiros ou ex-companheiros.
Limitações legais e competência federal
Apesar do apelo eleitoral das medidas, especialistas lembram que governadores não possuem autonomia para alterar regras sobre o tema. Conforme estabelece o Estatuto do Desarmamento (Lei 10.826/2003), a competência para legislar sobre posse e porte de armas é exclusiva da União, restando aos chefes do Executivo estadual fortalecer as instituições de segurança pública.
Riscos apontados por especialistas
Analistas de segurança pública alertam que iniciativas voltadas a armar coletivos civis costumam gerar resultados negativos, resultando em uma escalada da violência e no enfraquecimento das forças policiais oficiais.
Debate sobre mulheres armadas no Congresso
No âmbito federal, o Senado Federal analisa o Projeto de Lei nº 3272/2024, que discute a possibilidade de porte de armas para mulheres com medidas protetivas, embora especialistas reforcem a necessidade de avaliações psicológicas rigorosas antes de inserir armamentos no ambiente doméstico.
Justificativa dos candidatos
Questionados sobre a viabilidade, os postulantes ao cargo defendem suas visões: o PSTU argumenta pela redução da idade mínima para o porte em casos específicos com custeio estatal do treinamento, enquanto o PCO defende a criação de comitês populares inspirados em modelos internacionais de defesa territorial.
Por Redação Acontece Créditos da imagem: Divulgação
