Kalshi bane permanentemente da plataforma o ex-deputado George Santos, filho de brasileiros

A plataforma de previsões Kalshi aplicou uma punição inédita em sua história ao banir permanentemente o ex-deputado norte-americano George Santos, filho de imigrantes brasileiros. Além da exclusão definitiva, o político cassado recebeu uma multa de US$ 71.356, o equivalente a cerca de R$ 370,5 mil, acusado de realizar operações com base em informações privilegiadas.

Aposta polêmica sobre o discurso de Trump

O escândalo veio à tona após Santos movimentar dinheiro em palpites sobre a sua própria presença no discurso do Estado da União do presidente Donald Trump, realizado em fevereiro. Pouco antes do evento, o ex-parlamentar havia anunciado publicamente nas redes sociais que compareceria à solenidade, embora tenha faltado ao compromisso.

Investigação de compliance e falta de cooperação

Conforme nota oficial divulgada pela empresa, o setor de conformidade reuniu evidências sólidas de que o ex-deputado operou ativamente em mercados vinculados ao próprio comportamento. Enquanto outros usuários punidos por condutas semelhantes receberam apenas suspensões temporárias, Santos foi o único investigado que se recusou a colaborar com a apuração interna.

Reação do ex-parlamentar nas redes sociais

Procurado para prestar esclarecimentos, o político evitou responder aos jornalistas, mas recorreu à internet para ironizar a punição recebida. Em uma postagem direcionada à empresa, ele agradeceu ironicamente pela exclusão vitalícia e questionou a longevidade do negócio, além de alegar que a companhia descumpriu prazos de aviso prévio.

Histórico de acusações e problemas judiciais

O banimento soma-se a uma longa lista de controvérsias na trajetória pública e privada de George Santos. Em 2023, ele foi formalmente indiciado por estelionato, falsificação de dados biográficos e desvio de verbas de campanha, o que culminou na cassação histórica de seu mandato no Congresso dos Estados Unidos.

As investigações apontaram que o ex-deputado utilizava doações eleitorais para quitar despesas pessoais, adquirir vestimentas de grife e realizar cobranças não autorizadas em cartões de apoiadores. Condenado a mais de sete anos de prisão, ele acabou solto após três meses em decorrência de uma comutação de pena concedida por Trump.

No Brasil, o político também respondeu criminalmente por estelionato no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, encerrando o processo mediante acordo financeiro com o Ministério Público. Recentemente, ele já havia sido penalizado em US$ 35 mil por órgãos reguladores federais americanos por infrações similares nos mercados preditivos.

Por Redação Acontece

Foto: Divulgação / Redes Sociais

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