Patrão pode falar de política? Veja quando vira assédio eleitoral

Durante os períodos de votação, a linha que separa a livre expressão da coação no ambiente corporativo costuma se tornar bastante estreita, gerando dúvidas sobre os limites do que chefes e empresários podem dizer aos colaboradores.

Quando a opinião vira crime

O empregador tem direito à liberdade de expressão, mas a situação muda de figura quando a autoridade hierárquica é usada para intimidar, chantagear ou coagir a equipe a votar em determinados candidatos.

O perigo nas entrelinhas

A coação não exige o uso de palavras duras ou ultimatos diretos. Insinuações veladas sobre o futuro da corporação, promessas de regalias ou reuniões convocadas com foco político já bastam para configurar o assédio eleitoral, de acordo com especialistas na área.

Atitudes que ultrapassam o limite

Especialistas apontam que exigir o uso de adereços partidários, monitorar perfis pessoais na internet, espalhar pressões em chats corporativos e condicionar promoções ao voto são práticas ilegais e passíveis de punição na Justiça.

Regras internas e vida pessoal

Embora a companhia possa vetar propaganda político-partidária durante o expediente, o uso de e-mails corporativos ou símbolos da firma, ela jamais terá o direito de interferir no livre arbítrio do colaborador fora do horário de trabalho ou em sua vida privada.

Por Redação Acontece

Foto: Divulgação

By