Durante entrevista concedida neste domingo (30/8) à emissora Record, o senador e candidato ao Palácio do Planalto Flávio Bolsonaro (PL) garantiu que, caso seja eleito, rechaçará qualquer tipo de intervenção dos Estados Unidos em território nacional. O parlamentar ressaltou que a resolução dos dilemas internos competirá exclusivamente aos brasileiros, contando com o suporte das Forças Armadas.
O papel das Forças Armadas e cooperação internacional
Em sua declaração, o político enfatizou que Marinha, Exército e Aeronáutica atuarão em conjunto com os órgãos estaduais para enfrentar o narcoterrorismo, munidos de poder de polícia. Contudo, ele ponderou que a parceria com Washington não será totalmente descartada, mas restrita a acordos estratégicos e de inteligência.
A ajuda externa, segundo o candidato, focar-se-á na troca de dados, capacitação de recursos humanos e no mapeamento de fluxos financeiros ilícitos, fundamentais para rastrear o dinheiro lavado por facções criminosas como o PCC no exterior.
Esclarecimento sobre postagem polêmica
Questionado sobre uma publicação feita em outubro de 2025 envolvendo o secretário de Defesa norte-americano, Pete Hegseth, o senador esclareceu o mal-entendido. Na ocasião, ele havia comentado sobre embarcações usadas no tráfico ao compartilhar um ataque dos EUA a barcos na Venezuela.
O postulante à presidência justificou que tratou-se apenas de uma analogia sobre a rota marítima de entorpecentes que deságua na Baía de Guanabara, no Rio de Janeiro, e negou ter solicitado qualquer investida militar estrangeira no litoral fluminense.
Combate ao narcotráfico e o “Escudo das Américas”
Como prioridade de sua gestão, caso venha a vencer o pleito, o candidato prometeu enquadrar facções como Comando Vermelho, PCC e milícias sob a alcunha jurídica de organizações terroristas.
Além disso, o plano de governo prevê a integração do Brasil ao bloco “Escudo das Américas”, uma coalizão entre nações do continente para asfixiar as finanças do tráfico internacional de drogas e armamentos.
Por fim, o parlamentar comentou sobre a influência de seu pai, Jair Bolsonaro, a quem define como principal conselheiro político e pessoal, deixando em aberto a possibilidade de uma futura indicação ministerial caso haja interesse do ex-presidente.
Por Redação Acontece
Imagem: Reprodução / Rede Record
