Médica, engenheiro e estudante: quem era família encontrada morta em apartamento no Paraná

Uma médica pediatra de 57 anos, um engenheiro civil de 58 e um estudante de 23 foram encontrados mortos dentro do apartamento onde moravam, localizado no 9º andar de um edifício no bairro Água Verde, em Curitiba. O trágico caso aconteceu na tarde de uma terça-feira (25) e chocou moradores da capital paranaense.

Identidade das vítimas

As vítimas foram identificadas como Claudia Hitomi Shimada Furuyama, Marcos Alberto Furuyama e o filho deles, Rafael Furuyama. A despedida da família ocorreu com o sepultamento realizado em Marília, interior paulista.

Claudia atuava como médica pediatra na Unidade Básica de Saúde CSU, situada no município metropolitano de Araucária. A prefeitura local emitiu uma nota de pesar, destacando o comprometimento da profissional com a saúde pública e o atendimento prestado aos moradores da região.

Marcos Alberto exercia a profissão de engenheiro civil. Já o jovem Rafael cursava o 8º período de Engenharia Mecatrônica na Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), instituição que também manifestou solidariedade aos amigos, professores e parentes enlutados.

Como o crime foi descoberto

O alerta sobre a tragédia começou quando colegas de trabalho estranharam a ausência de Claudia em suas funções. Vizinhos também se alarmaram com o desaparecimento repentino do núcleo familiar e com os latidos insistentes do cachorro de estimação.

Diante da falta de retorno aos chamados, o síndico do prédio acionou um chaveiro para ter acesso ao imóvel. No interior do apartamento, que estava trancado por dentro e sem indícios de arrombamento, foram descobertos os três corpos com marcas de ferimentos causados por arma branca. Uma faca e um canivete manchados de sangue foram apreendidos pela perícia.

Investigação e imagens de segurança

A Polícia Militar tratou a ocorrência inicialmente como um provável duplo homicídio seguido de suicídio. Para elucidar a dinâmica dos fatos, a Polícia Civil conduziu análises em cerca de 48 horas de gravações capturadas pelas câmeras de segurança do condomínio.

De acordo com o delegado responsável pelo caso, Ivo Viana, as imagens praticamente descartam a presença de uma quarta pessoa no local. O último registro da família ocorreu antes das 20h de um domingo, quando Rafael desceu até a portaria para retirar uma encomenda enviada por uma amiga de sua mãe e retornou ao apartamento.

Possível motivação financeira

As autoridades também apuram o contexto envolvendo a penhora do apartamento onde a família residia. A investigação busca compreender se eventuais pressões econômicas podem ter influenciado o desfecho trágico.

Conforme apurado pela polícia, o imóvel foi alvo de penhora judicial, acabou leiloado e foi arrematado nos primeiros dias de agosto. Na sequência, um oficial de justiça emitiu uma intimação para que Marcos realizasse a desocupação do espaço dentro do prazo legal. Até o estágio atual das apurações, indícios sugerem que Claudia e o filho desconheciam a gravidade dessa situação patrimonial.

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