Legislativo também repudia ato de intolerância contra terreiro na cidade
A Câmara rejeitou o veto parcial da prefeitura ao Projeto (323/2025), que cria protocolo antiracista e de combate à intolerância religiosa nas escolas das redes públicas e privadas do município, em sessão realizada hoje pela manhã, no plenário da Casa. A votação terminou com 10 votos contrários ao veto e 5 favoráveis, derrubando, assim, o veto à matéria.
A justificativa dos votos pela rejeição do veto do Executivo foi a de ajustar posteriormente o projeto no que for necessário, mas garantir que a lei prossiga, considerando que o racismo no Brasil é um problema estrutural que afeta as pessoas nas mais diversas esferas: física, psicológica e social. O problema do racismo vai além, atingindo também distintas matrizes religiosas e expressões de fé. Com a rejeição do veto, o projeto será encaminhado ao prefeito para promulgação.
Moção de Repúdio contra intolerância religiosa em Foz
O plenário também aprovou uma moção de repúdio, que manifesta reprovação ao ato de intolerância religiosa praticado na noite do dia 21 de junho de 2026 contra o Ilê Asé Iemanjá e Oxóssi com Caboclo Sete Léguas, localizado no município de Foz do Iguaçu.
Conforme relato registrado em boletim de ocorrência e amplamente divulgado pela imprensa e pela comunidade religiosa, o terreiro foi alvo de pedradas, ameaças e ofensas direcionadas à sua prática religiosa, sendo que os agressores teriam exigido que os integrantes deixassem o local juntamente com seus demônios. Trata-se de uma manifestação explícita de preconceito e intolerância, que atenta contra a dignidade humana e o direito fundamental à liberdade de crença.
