Anvisa manda apreender lotes de Mounjaro falsificados

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária determinou a apreensão e a proibição de cinco lotes de Mounjaro falsificado em todo o território nacional. A decisão veta a comercialização, distribuição e aplicação das unidades irregulares do medicamento, que é amplamente procurado para o tratamento do diabetes tipo 2 e controle de peso.

Identificação das unidades irregulares

A medida atinge três dosagens diferentes da substância. As unidades recolhidas e barradas de circulação pertencem às seguintes identificações: Mounjaro 2,5 mg (lote KUSTR43969410), Mounjaro 5 mg (lote B55010) e Mounjaro 15 mg (lotes D810042, D838889 e 2138737).

A interdição ocorreu após a farmacêutica Eli Lilly do Brasil comunicar a circulação de versões piratas, seguida por vistorias que comprovaram códigos não reconhecidos e rótulos fora dos padrões de segurança. A resolução aponta que vários desses lotes sequer foram produzidos pela fabricante oficial, enquanto outros apresentavam inconformidades visuais e textos adulterados.

Regras para o lote D810042

A agência reguladora fez uma ressalva importante para o lote D810042, pois a interdição recai estritamente sobre as unidades clonadas e clandestinas. Os medicamentos autênticos fabricados pela farmacêutica sob essa mesma numeração continuam autorizados e seguros para venda regular, sem suspender a comercialização legal nas farmácias do país.

Outros produtos na mira da fiscalização

A operação da Anvisa também ampliou o cerco contra a venda clandestina de outros compostos vendidos sem registro sanitário, proibindo itens à base de Pygeum de diversas marcas, além de lotes de Diluente Bacteriostático e Água Bacteriostática. A restrição atinge farmácias, sites da internet, distribuidoras e pessoas físicas que comercializavam os itens ilegalmente.

O uso de produtos falsificados representa risco grave à saúde devido a impurezas e dosagens incorretas. Para evitar golpes, os consumidores devem adquirir os itens exclusivamente em farmácias licenciadas, exigindo caixa lacrada e nota fiscal, e suspender o uso imediatamente em caso de suspeita.

Por Redação Acontece

Foto: Divulgação/Anvisa

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