Você coloca na boca e ela derrete. Seu sabor é inigualável e sua maciez não possui igual. A carne de Wagyu é atualmente uma das maiores experiências gastronômicas do mundo e sucesso nos principais restaurantes, além de ser objeto de desejo de quem gosta da boa comida.
A origem do gado japonês e a chegada ao Brasil
De origem japonesa, a carne do tipo Wagyu não demorou para conquistar o Brasil, um país apaixonado por churrasco e que sabe absorver o que é bom da gastronomia mundial. A palavra Wagyu significa, literalmente, “gado japonês”. A história da carne está ligada à criação de bovinos no Japão, onde os animais foram utilizados durante séculos principalmente como força de trabalho na agricultura. Com as transformações da sociedade japonesa e o crescimento do consumo de carne bovina no Japão, a criação passou por processos de seleção e aprimoramento genético que ajudaram a consolidar as características das raças conhecidas atualmente como Wagyu.
O Japão reconhece quatro raças principais: Japanese Black, Japanese Brown, Japanese Shorthorn e Japanese Polled. Entre elas, a Japanese Black é responsável pela maior parte da produção japonesa e se destaca pelo marmoreio intenso. A partir das últimas décadas do século 20, animais da linhagem Wagyu começaram a ser criados também em outros países, incluindo Austrália, Estados Unidos e Brasil. Com isso, a carne ganhou espaço em restaurantes especializados, churrascarias e cozinhas que valorizam ingredientes premium.
O segredo do marmoreio e a criação dos animais
O que faz essa carne ser tão diferente das demais? A resposta está em uma combinação de genética, criação cuidadosa e uma característica que chama a atenção logo no primeiro olhar: o marmoreio, nome dado aos pequenos veios de gordura distribuídos entre as fibras musculares. É essa gordura intramuscular que contribui para a suculência, a textura macia e o sabor rico que tornaram o Wagyu conhecido internacionalmente.
Durante o preparo, parte dessa gordura derrete e contribui para a sensação de suculência. O resultado é uma textura delicada, um sabor pronunciado e uma experiência diferente daquela proporcionada por cortes bovinos mais magros. A qualidade do Wagyu começa muito antes de a carne chegar ao açougue. A genética tem papel importante, mas o resultado também depende da alimentação, do manejo, das condições de criação e do acompanhamento da saúde dos animais. No Brasil, produtores especializados também investem em genética, nutrição e rastreabilidade. É o caso da Guidara, empresa brasileira de carnes nobres que trabalha com Wagyu desde 2006. No Ítalo Supermercados, é possível encontrar Wagyu da Guidara, marca brasileira especializada em carnes nobres.
Melhores cortes e como preparar em casa
A escolha do corte depende do preparo e da intensidade de sabor desejada. Ancho, Chorizo, Filé-mignon, Picanha e Short rib oferecem diferentes experiências para a frigideira ou churrasqueira. Para uma primeira degustação, ancho e chorizo são boas escolhas.
Uma carne especial não precisa de uma receita complicada. Pelo contrário: o segredo está em respeitar o corte e evitar que temperos e acompanhamentos disputem a atenção com seu sabor. A sugestão para duas pessoas é preparar o Wagyu grelhado acompanhado de batatas douradas e cogumelos frescos, como shiitake ou paris, finalizados com azeite, alho e tomilho.
Como evitar falsificações na hora da compra
Por ser uma carne valorizada e de preço elevado, o Wagyu exige atenção na hora da compra. A procedência merece atenção porque nem toda carne anunciada como Wagyu tem a mesma origem ou composição genética. Existem exemplares puros, animais cruzados com a linhagem e produtos importados do Japão. Para evitar cair em ofertas enganosas, prefira comprar em estabelecimentos que informem claramente a marca, o corte, a categoria do produto e sua origem.
Por Redação Acontece
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