A Polícia Civil concluiu o inquérito policial que investigava o vice-prefeito de Guamiranga, município localizado na região central do Paraná, por conta de confusão generalizada registrada em uma unidade de saúde e na prefeitura local.
Conclusão da investigação policial
A autoridade policial encerrou a apuração e o político foi indiciado por três crimes distintos: dano qualificado ao patrimônio público, ameaça direcionada ao secretário municipal de saúde e desacato contra servidores que atuavam no atendimento.
O episódio ocorreu em 20 de outubro, durante o período da tarde. O investigado chegou a ser preso em flagrante logo após o incidente, mas obteve liberdade provisória no dia seguinte e responde ao processo sem restrição de liberdade.
Detalhes do incidente na unidade de saúde
Câmeras de segurança registraram o momento em que o político chegou carregando uma paciente no colo. De acordo com os registros visuais, a trava eletrônica da entrada não abriu imediatamente, gerando revolta e a depredação do espaço físico.
O boletim de ocorrência detalha que ele saiu do hospital “de forma agressiva e nervoso, xingando todo mundo, segundo as funcionárias, com palavras de baixo calão, como ‘essa p** de hospital de m**'”.
Posicionamento da defesa
O advogado Renato Rafael Griczynski, que atua na defesa de Pontarolo, alega que “a situação ocorreu em um contexto de emergência, diante da necessidade de garantir atendimento médico a uma pessoa que se encontrava em situação de risco”, e sustenta que “os fatos devem ser analisados considerando as circunstâncias da ocorrência, especialmente sob a perspectiva do estado de necessidade”.
A nota oficial da defesa ainda acrescenta: “A defesa técnica do vice-prefeito Igor Pontarolo vem a público prestar esclarecimentos acerca dos fatos ocorridos na unidade médica de Guamiranga e do posterior indiciamento pelos crimes de dano, ameaça e desacato.”
E complementa: “A situação ocorreu em um contexto de emergência, diante da necessidade de garantir atendimento médico a uma pessoa que se encontrava em situação de risco. A defesa sustenta que os fatos devem ser analisados considerando as circunstâncias da ocorrência, especialmente sob a perspectiva do estado de necessidade.”
Sobre a questão material, o advogado pontua: “Quanto ao crime de dano, a defesa ressalta que o prejuízo material já foi reparado e manifesta sua discordância quanto ao indiciamento, considerando o contexto em que os fatos ocorreram e a necessidade de assegurar o atendimento médico emergencial.”
A respeito das demais acusações, a defesa afirma: “No que se refere aos crimes de ameaça e desacato, a defesa contesta expressamente as imputações, sustentando que o vice-prefeito não praticou as condutas que Ihe são atribuídas. Assim, entende que não estão presentes elementos que justifiquem sua responsabilização criminal por tais delitos, devendo os fatos ser examinados à luz das circunstâncias concretas da ocorrência e das provas produzidas.”
Outro argumento apresentado foi sobre a estrutura: “O Corpo de Bombeiros de Prudentópolis informou à defesa que a unidade não possuía autorização para a instalação desse dispositivo. A questão merece atenção, especialmente diante da necessidade de garantir acesso adequado em situações de emergência.”
Por fim, a nota conclui: “A defesa ressalta que o indiciamento constitui uma etapa da investigação e não representa condenação. Os fatos deverão ser analisados pelas autoridades competentes, com observância do devido processo legal e da presunção de inocência. Por fim, a defesa reafirma seu compromisso com o esclarecimento dos fatos, o respeito às instituições e a adoção das medidas legais cabíveis.”
O inquérito finalizado já foi remetido ao Ministério Público do Paraná, cabendo ao órgão ministerial decidir se apresentará denúncia formal à Justiça nos próximos dias.
Por Redação Acontece
Imagem: Reprodução / Câmera de segurança
