Valorização das fibras naturais abre portas para cotonicultura paranaense

O cultivo de algodão ganha novo fôlego no estado do Paraná impulsionado pela alta demanda global por fibras naturais e pela busca por alternativas sustentáveis aos tecidos sintéticos que liberam microplásticos.

Retomada histórica da cotonicultura paranaense

Produtores rurais de diferentes regiões paranaenses estão investindo na semeadura da pluma, aproveitando a organização da cadeia produtiva e as vantagens da rotação de lavouras com a soja e o milho.

“É uma cultura que se adapta bem ao solo de arenito e que tolera as ad versidades climáticas que a gente tem, como os veranicos. Então, acredito que o algodão se adapte até melhor do que a soja na nossa região. E como é uma cadeia bem-organizada, resolvi apostar”, conta o produtor Ricardo Padulla.

Sustentabilidade e combate aos microplásticos

O cenário internacional é altamente favorável para o Brasil, que se consolida como o maior exportador mundial da commodity. Além da produtividade, a preferência por materiais biodegradáveis ganha destaque diante dos impactos ambientais dos sintéticos.

“Quando nós olhamos as evidências e os estudos científicos, a dimensão do problema é sistêmica. Então, a solução também precisa ser sistêmica. O agronegócio pode ter um papel relevante se colocar como alternativa alguns produtos”, disse Michel Rodrigues dos Santos, gerente de Políticas Públicas e Advocacy do WWF-Brasil, durante o 15º Congresso Brasileiro do Algodão, que aconteceu em setembro, em Belo Horizonte (MG).

Vantagens econômicas e técnicas no campo

Especialistas e lideranças do setor reforçam que a diversificação agrícola traz benefícios diretos para a produtividade do solo, ajudando a quebrar o ciclo de pragas e doenças nas fazendas paranaenses.

“O Paraná pode aproveitar essa oportunidade para se restabelecer na produção de algodão, por ser extremamente diversificado na produção rural e por já ter sido o maior produtor de algodão do Brasil. Temos uma oportunidade boa de voltar a trabalhar com essa cultura”, afirma José Antônio Borghi, presidente do Sindicato Rural de Maringá.

Por Redação Acontece

Foto: Divulgação / Acopar

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