Ícone da música baiana, cantor Netinho morre aos 60 anos

O cenário da música brasileira perdeu nesta terça-feira (13) uma de suas vozes mais marcantes. O cantor Netinho faleceu aos 60 anos, em Salvador, na Bahia, vítima de um linfoma não Hodgkin, tipo de câncer que afeta o sistema linfático e que havia retornado de forma agressiva em 2026, após um diagnóstico inicial em 2025.

A trajetória de sucesso no axé music

Natural de Santo Antônio de Jesus, na Bahia, o artista alcançou projeção nacional em 1988 ao assumir os vocais da Banda Beijo, ajudando a popularizar o ritmo com hits como “Beijo na Boca”. Em carreira solo a partir de 1993, consolidou-se como um dos grandes nomes da folia momesca. O lançamento da música “Milla”, em 1996, transformou-se em um marco histórico do Carnaval brasileiro, ecoando por gerações de foliões.

O cantor também levou a energia da Bahia para o exterior. Em 1990, comandou apresentações em um trio elétrico na Itália durante a Copa do Mundo e, em 1998, esgotou os ingressos de cinco apresentações consecutivas no tradicional Coliseu de Lisboa, em Portugal, expandindo as fronteiras do gênero musical.

A luta contra a doença e planos interrompidos

A batalha de Netinho contra o câncer começou em 2025, quando precisou ser internado na capital baiana sentindo fortes dores nas costas e dificuldades de locomoção. Após uma trégua inicial, a doença retornou com maior agressividade no ano seguinte. Buscando focar totalmente em sua recuperação, o cantor havia se afastado das redes sociais em setembro, logo após passar por uma nova internação no Hospital Aliança Star.

Antes do agravamento do quadro clínico, o artista planejava retornaros palcos com um espetáculo inédito provisoriamente batizado de “1966”, fazendo alusão ao ano de seu nascimento. O projeto ambicioso pretendia unir sua rica história na música com inovações tecnológicas de ponta.

Por Redação Acontece

Créditos da imagem: Reprodução / Redes Sociais

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