Mulher agredida no Paraná após rejeitar carona: ex-marido é suspeito de organizar crime de dentro da cadeia

Uma tentativa de feminicídio registrada em Londrina, no Norte do Paraná, é investigada pelas autoridades policiais como uma ação orquestrada de dentro do sistema penitenciário. O crime ocorreu na noite de última terça-feira (6), quando a vítima retornava a pé do trabalho e foi violentamente agredida após recusar uma carona oferecida por desconhecidos na rua.

Investigação aponta mandante preso

As autoridades identificaram André Stuco Bastos como o principal suspeito de arquitetar a violência contra a ex-companheira enquanto cumpria pena na prisão. O caso é tratado com prioridade pela Polícia Civil paranaense, que já conseguiu capturar dois executores diretos da ação criminosa e segue em busca de um terceiro envolvido na emboscada.

A dinâmica do crime e o sequestro

De acordo com os relatos obtidos durante as investigações, a mulher percebeu a abordagem inicial e negou o transporte oferecido pelo grupo. Poucos metros adiante, ela foi interceptada novamente, espancada e forçada a entrar em um veículo automotor, sendo levada para uma região conhecida como bairro Marisol.

Durante o cativeiro, os agressores mantiveram contato telefônico com mandantes e confirmaram que a ordem partiu do antigo parceiro da vítima. A reviravolta ocorreu quando a mulher conseguiu escapar dos captores ao saltar de um barranco e se refugiar por mais de uma hora em uma área de mata fechada da região.

Prisões e desdobramentos judiciais

A identificação do automóvel utilizado na ação criminosa foi fundamental para que as forças de segurança localizassem e prendessem Leonardo César Doirado e Daniel Pinheiro dos Santos. Durante os depoimentos na delegacia, os suspeitos optaram por permanecer em silêncio, enquanto a defesa constituída informou que ambos negam qualquer envolvimento no episódio.

O inquérito policial não se limita à acusação de tentativa de feminicídio, englobando também investigações rigorosas sobre os crimes de sequestro, cárcere privado e roubo. A vítima, que já possuía registros anteriores de violência doméstica e ameaças contra o ex-marido, recebeu atendimento médico de urgência pelo Siate e segue prestando colaboração às autoridades do estado.

Por Redação Acontece

Reprodução/PC-PR

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