A administração municipal de Foz do Iguaçu garantiu, por meio da Secretaria Municipal de Educação, que o recolhimento de sete mil exemplares de livros de Inglês em junho do ano passado não causou prejuízos ao ensino dos estudantes da rede pública. A ação, que posteriormente foi anulada pela Justiça com a devolução das publicações, motivou a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) no Legislativo municipal.
Relatório da CPI e os desdobramentos em Foz do Iguaçu
O documento final da investigação parlamentar tem leitura prevista para a sessão do dia 13 de fevereiro. De acordo com o texto da CPI, a retirada dos livros ocorreu de forma arbitrária e teria gerado dois anos de defasagem pedagógica, além de apontar indícios de tentativa de substituição do material sem o devido processo licitatório.
A gestão municipal refutou as acusações de danos educacionais, mas evitou prestar esclarecimentos sobre as motivações que levaram à retenção temporária das obras. A prefeitura também optou por não comentar se a medida guardava relação com uma suposta aquisição futura de novos conteúdos didáticos para o ensino do idioma.
Uso de plataformas digitais e novos materiais nas escolas
Apesar da determinação judicial que garantiu a devolução dos volumes em 2025, os livros não voltaram às salas de aula no período letivo subsequente. “Em 2026, por determinação da secretária municipal da época [Silvana Garcia], o material não foi encaminhado às unidades”, expõe o posicionamento da prefeitura à reportagem.
Como alternativa, a administração informou que as escolas de educação integral passaram a empregar ferramentas digitais do programa Inglês Paraná Kids no início do ano. Na sequência, as instituições adotaram os recursos impressos do Inglês Paraná Juntos, vinculados ao Convênio Educa Juntos.
Justificativa da prefeitura sobre o suporte didático
A defesa da gestão municipal sustenta que os compêndios funcionam estritamente como ferramentas complementares ao trabalho dos professores. “Não houve prejuízo pedagógico aos alunos, nem em 2025 nem em 2026, pois o material se trata de um recurso de apoio à prática docente”, prossegue a prefeitura. “Por se tratar do aprendizado de uma língua, a oralidade e a didática são as principais ferramentas.”
Outro ponto levantado pela administração foi a alteração na estrutura da rede de ensino, que registrou diminuição no total de turmas e de matrículas. Com a reformulação da matriz curricular, a disciplina de língua inglesa passou a ser restrita às escolas de tempo integral.
A prefeitura pontuou ainda que o alcance da matéria sofreu variações de um ano para o outro. Enquanto o atendimento em 2025 focou essencialmente nas turmas de 4.º e 5.º anos, o programa atual abrange desde o 1.º até o 5.º ano com o uso do conteúdo digital e impresso do convênio estadual.
Por Redação Acontece
Foto: Divulgação/Prefeitura de Foz do Iguaçu
