Bonsai de mais de mil anos preserva história e tradição da horticultura

A milenar arte de cultivar árvores em miniatura atravessa gerações e ganha destaque no estado do Paraná, combinando paciência, técnica e profunda conexão com a natureza.

A paixão pelo bonsai em Maringá

Na cidade de Maringá, localizada no norte paranaense, o cultivo de árvores em miniatura encontrou um lar dedicado. O especialista Ivanir Furlin dedica-se à atividade desde 2000, comandando um viveiro especializado que difunde essa tradição milenar na região.

Segundo o bonsaísta paranaense, a prática funciona como um verdadeiro treinamento para a paciência, além de representar uma oportunidade valiosa para compartilhar conhecimento cultural com novos entusiastas.

Técnicas de cultivo e origines da tradição

O termo bonsai tem origem japonesa e significa plantado em uma bandeja, derivando de uma prática chinesa de horticultura introduzida no Japão séculos atrás. O método consiste em manter plantas em vasos por meio de podas rigorosas, controle de raízes e modelagem, sem recorrer a modificações genéticas para atingir o formato desejado.

Com a chegada da imigração japonesa ao Brasil no século XX, os conhecimentos dessa arte se espalharam pelo país. Com o tempo, espécies nativas brasileiras, a exemplo da Caliandra, passaram a ser incorporadas pelos cultivadores nacionais.

No viveiro paranaense, destaca-se um exemplar de Caliandra com mais de cinco décadas de história, resgatado após ser atingido por um incêndio urbano. O processo de retirar uma planta diretamente do solo para transformá-la em miniatura é conhecido tecnicamente como yamadori.

Cuidados diários e exemplares históricos

A manutenção dessas pequenas árvores exige dedicação rigorosa e rotineira. A rega precisa ser diária, uma vez que o substrato resseca com facilidade, enquanto as podas e trocas de vasos ocorrem periodicamente para garantir a saúde e a estética do exemplar.

Em âmbito internacional, a história da horticultura é marcada por espécimes impressionantes, como o famoso Ficus retusa Linn. Com mais de um milênio de existência, o exemplar de 3,1 metros de altura fica em um museu na Itália e foi moldado inicialmente por mestres tradicionais antes de integrar acervos globais.

A combinação entre a dedicação de profissionais no Paraná e a preservação de exemplares seculares ao redor do planeta demonstra que a horticultura em miniatura permanece viva, unindo história, técnica e respeito ao meio ambiente.

Por Redação Acontece

Divulgação/Luiza Tiemi

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