A Polícia Civil do Paraná concluiu o inquérito sobre a colisão frontal entre um caminhão e um micro-ônibus da saúde que resultou na morte de 23 pessoas na BR-373, nos Campos Gerais. De acordo com as autoridades, a tragédia foi provocada por uma série de fatores que envolvem a conduta de ambos os motoristas envolvidos no caso.
Fatores determinantes na rodovia paranaense
Conforme a delegada responsável pelo caso, as perícias técnicas demonstraram que tanto o veículo de carga quanto o transporte coletivo trafegavam acima do limite de velocidade permitido para o trecho da rodovia estadual, localizado entre Imbituva e Ipiranga.
Além do excesso de velocidade, a investigação apontou que o caminhão estava com problemas mecânicos severos, especificamente com desgaste acentuado no sistema de freios. Dados de telemetria indicam que o caminhoneiro estava a 80 km/h em uma zona de 60 km/h e pode ter se distraído ao utilizar o celular minutos antes de invadir a contramão.
Impacto e vítimas do micro-ônibus municipal
O coletivo pertencia à Secretaria Municipal de Saúde de Imbituva e transportava pacientes para atendimento médico em Curitiba e região metropolitana. O laudo do cronotacógrafo revelou que o micro-ônibus estava a 101 km/h no momento do impacto, enquanto o limite regulamentar era de 60 km/h, o que agravou severamente a força da batida.
Como os dois motoristas faleceram no local, a punibilidade na esfera criminal foi extinta. No entanto, todo o material probatório reunido pela polícia servirá como base para que as famílias das vítimas busquem indenizações e reparações na esfera cível.
Por Redação Acontece
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