Raspadinha do Paraná termina nas mãos de uma única empresa e relator quer anular contrato até 2034

A concessão pública estruturada pelo Governo do Paraná para a exploração da loteria instantânea, conhecida popularmente como raspadinha, chegou ao julgamento de mérito no Tribunal de Contas do Estado cercada de polêmicas após terminar nas mãos de uma única empresa.

O avanço da licitação e o monopólio

O processo licitatório atraiu inicialmente diversos interessados no mercado de apostas, mas terminou com a habilitação de apenas uma companhia. Essa concentração gerou alertas severos nos órgãos de controle e fiscalização.

O relator do processo no Tribunal de Contas apontou irregularidades graves no formato do leilão e na condução do edital, defendendo a anulação imediata do contrato de concessão que tem vigência prevista até o ano de 2034.

Impactos econômicos e jurídicos

A modalidade de loteria instantânea movimenta valores expressivos e deveria garantir ampla concorrência para maximizar a arrecadação de recursos públicos destinados a áreas essenciais do governo estadual.

Com a exclusividade operacional concentrada em um único operador econômico, o Estado corre o risco de sofrer prejuízos financeiros significativos ao longo da próxima década se o vínculo contratual for mantido nos moldes atuais.

As discussões jurídicas em torno da legalidade do certame continuam mobilizando especialistas em direito administrativo e autoridades reguladoras, que avaliam os próximos passos para restabelecer a competitividade no setor de loterias paranaense.

A decisão final do Tribunal de Contas definirá o futuro das apostas regulamentadas no território estadual e servirá de precedente para futuras concessões públicas na área de jogos e entretenimento.

Por Redação Acontece

Créditos da imagem: Reprodução / Governo do Paraná

By