Uma celebração religiosa realizada em Curitiba comoveu internautas de todo o país após a repercussão de um vídeo que mostra a sensibilidade de um sacerdote ao receber um menino atípico em seu primeiro dia de serviço no altar.
Inclusão verdadeira no altar
A gravação, que já ultrapassou a marca de 125 mil curtidas nas redes sociais, destaca a postura do padre Joaquim Parron, reitor do Santuário Perpétuo Socorro. Durante a transmissão ao vivo, o religioso explicou com carinho aos fiéis que o garoto Davi Pavim Almeida Ferreira, de 12 anos e diagnosticado com autismo, estava estreando como coroinha e teria liberdade de se movimentar conforme suas necessidades.
A cena foi testemunhada à distância pela psicóloga infantil Aline Abreu, especialista no transtorno. Ela assistia à transmissão em casa, em Belo Horizonte, para se proteger de um temporal, quando se deparou com a cena e decidiu compartilhar o momento em suas redes sociais, elogiando a atitude prática da fé cristã.
Repercussão e depoimentos
Em entrevista concedida no estado paranaense, a profissional destacou a importância de iniciativas que promovem a inclusão real para crianças atípicas, ressaltando a naturalidade com que as diferenças foram tratadas durante o evento litúrgico na capital paranaense.
Para o padre Parron, a participação do jovem traz uma energia especial para as celebrações. O sacerdote pontuou que a presença de Davi gera um ambiente leve, onde gestos espontâneos, como acenar para os fiéis, fortalecem o senso de pertencimento e demonstram que a diversidade enriquece a comunidade religiosa.
O próprio coroinha expressou sua satisfação em participar dos ritos sagrados, definindo a experiência como uma forma de aprimorar a alma e manter um contato próximo com o sagrado. Já a mãe do garoto, Breda Karen Pavin, destacou que encontrou no templo um refúgio seguro e acolhivo em meio aos desafios diários da maternidade atípica.
O Santuário Perpétuo Socorro, situado no bairro Alto da Glória, mantém uma programação inclusiva e realiza missas voltadas para famílias atípicas no último domingo de cada mês, reforçando o compromisso com a acessibilidade e o respeito às diferenças.
Por Redação Acontece
Foto: Reprodução/Santuário Nossa Senhora do Perpétuo Socorro
