Fenômeno que destruiu escolas e plantação no Paraná é reclassificado e deixa de ser tornado, diz Simepar

O evento climático extremo que atingiu o município de Espigão Alto do Iguaçu, na região oeste do estado, na madrugada do dia 10 de setembro, passou por uma reclassificação oficial e deixou de ser categorizado como tornado pelo Sistema Meteorológico do Paraná.

Diferença entre os eventos climáticos

O fenômeno severo foi oficialmente redefinido como um downburst, que ocorre devido a fortes rajadas de vento descendentes que se espalham rapidamente ao colidirem com o solo de maneira divergente.

Como agem os temporais severos

Embora não apresente o movimento giratório característico de um tornado, o downburst possui alto potencial destrutivo. Quando afeta uma área inferior a quatro quilômetros, recebe a denominação de microburst, enquanto áreas maiores são classificadas como macroburst. O órgão meteorológico esclareceu que a alteração no diagnóstico é padrão durante a apuração inicial de desastres.

Prejuízos registrados no interior

A tempestade teve início por volta da 0h40 e causou estragos expressivos em zonas rurais. De acordo com informações da Defesa Civil, os prejuízos mais severos concentraram-se no Distrito da Boa Vista de São Roque, afetando diretamente a Escola Municipal Li Carlos Passaia e o Colégio Estadual Pedro Rufino.

Além da destruição nas instituições de ensino, as rajadas intensas dizimaram uma plantação de eucaliptos situada nas proximidades de uma unidade industrial da região. A administração municipal confirmou que não houve registro de feridos e equipes de atendimento continuam prestando auxílio aos moradores afetados.

Por Redação Acontece

Foto: Defesa Civil/Divulgação

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