VÍDEO: Paraná registra mais de 20 mil raios nuvem-solo em um dia; veja cidades com mais ocorrências

Uma forte instabilidade climática resultou em mais de 20 mil descargas atmosféricas no estado do Paraná durante um período de apenas 24 horas, conforme dados divulgados pelo Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do estado (Simepar).

Balanço das descargas elétricas no estado

O levantamento apontou um total exato de 20.333 ocorrências do tipo nuvem-solo, que são aquelas que de fato atingem a superfície terrestre, representando maior potencial de risco. O monitoramento foi realizado por sensores especializados ao longo de toda a última segunda-feira (21), com registros expressivos capturados na região dos Campos Gerais.

De acordo com o órgão meteorológico, um dia considerado típico de tempestades costuma registrar uma média que varia entre 5 mil e 15 mil eventos em todo o território paranaense.

Municípios mais afetados pelas tempestades

Pelo menos 60 localidades paranaenses contabilizaram mais de 100 descargas elétricas cada durante o temporal. Entre os municípios que superaram a marca de 200 ocorrências, destacam-se Londrina com 404 registros, Ortigueira com 382 e Castro com 378.

Outras cidades que figuram no topo da lista do Simepar incluem Cerro Azul (342), Campo Mourão (289), Roncador (274), Tibagi (271), Palmas (253), Pinhão (245) e Cascavel (243). Completam o mapeamento Assis Chateaubriand (240), Ubiratã (239), Luiziana (231), Reserva (225), Mato Rico (213), São Jerônimo da Serra (212), Peabiru (206), Araruna (201) e Campina da Lagoa (200).

Continuidade das instabilidades climáticas

A atividade elétrica continuou intensa no período seguinte. Apenas entre a meia-noite e as 9h da terça-feira (22), os sensores já haviam capturado outras 6.773 descargas no estado, sendo Tibagi o único município a ultrapassar a marca de 200 registros nesse intervalo matutino, somando 269 eventos.

Especialistas esclarecem que esses fenômenos são manifestações da eletricidade atmosférica gerada no interior de nuvens de tempestade. O mapeamento é feito de maneira remota por uma rede integrada de sensores, capaz de detectar e localizar a incidência de cada raio em um tempo médio de apenas dez segundos.

Por Redação Acontece

Foto: Natalia Paulovski / Arquivo

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