Após anos de espera e diversos adiamentos, o tribunal do júri em Maringá, na região norte do Paraná, definiu a sentença do caso que chocou o estado. Ricardo Seidi Shigematsu admitiu pela primeira vez a autoria do assassinato de sua filha, Eduarda Shigematsu, de 11 anos.
Condenação e detalhes da sentença
O réu recebeu uma pena de 23 anos, 6 meses e 22 dias de reclusão. Além da prisão, a Justiça determinou o pagamento de uma indenização por danos morais no valor mínimo de R$ 90 mil para a mãe da vítima. Os jurados também decidiram pela absolvição da avó paterna, Terezinha de Jesus Guinaia, que respondia a acusações relacionadas ao caso.
Acusações e cronologia do crime no Paraná
Conforme a denúncia apresentada pelo Ministério Público do Paraná e as investigações da Polícia Civil, o crime ocorreu em abril de 2019 na cidade de Rolândia. A menina foi dada como desaparecida inicialmente, mas seu corpo foi localizado dias depois enterrado em uma propriedade da família, apresentando sinais de violência, como mãos e pés amarrados e marcas de esganadura.
O pai foi responsabilizado por homicídio qualificado — incluindo qualificadoras como asfixia, recurso que dificultou a defesa e violência de gênero —, além de ocultação de cadáver e falsidade ideológica. Durante o processo, a defesa do condenado optou por acolher a decisão soberana do conselho de sentença.
Por Redação Acontece
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