PMs são acusados de roubar celulares que estavam escondidos em carro transportado por caminhão-cegonha no PR

PMs viram réus por roubo de celulares em caminhão-cegonha no PR Quatro policiais militares de São José dos Pinhais viram réus por roubo qualificado de celulares escondidos em carro transportado no Paraná. Quatro policiais militares lotados em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, tornaram-se réus acusados de subtrair telefones celulares que estavam ocultos no interior de um veículo transportado por um caminhão-cegonha no estado do Paraná.

Investigação do Gaeco e afastamento dos agentes

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado identificou os agentes envolvidos como Anderson Luis de Oliveira, Alexandre Rodrigues Kondageski, Danniel da Cruz Melo Fonseca e Evandro Mateus Gasparello. O quarteto responde criminalmente por roubo qualificado, encontrando-se afastado das funções operacionais nas ruas desde fevereiro, além de ter o porte de armas da corporação suspenso.

Dinâmica da abordagem criminosa

Imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que a viatura policial interceptou o transporte em um posto de combustíveis localizado na BR-376, em 26 de setembro de 2025. Conforme a acusação, o grupo localizou as caixas com os aparelhos eletrônicos em um dos automóveis e coagiu o motorista a seguir a viatura sob ameaça de arma de fogo até a marginal da BR-116, onde a carga foi transferida para o veículo oficial.

Posicionamento da acusação e da defesa

A investigação teve início após denúncia da proprietária da carga ao Ministério Público. Embora houvesse irregularidades na documentação dos aparelhos, o órgão ministerial ressaltou que tal fator não legitima a conduta ilícita. A promotoria destacou que a equipe manteve o GPS desligado e omitiu qualquer registro oficial da abordagem. Em contrapartida, a defesa sustenta a inocência dos policiais e alega a inexistência de provas materiais, justificando a ausência de boletim de ocorrência como um procedimento interno da equipe para ocorrências sem apreensão formal.

O caso segue sob análise da Justiça paranaense enquanto os réus respondem ao processo administrativo e criminal. Por Redação Acontece AconteceIA

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