Médica é condenada por dar falsos diagnósticos de câncer de pele e solicitar cirurgias desnecessárias no PR

Médica é condenada no PR por falsos laudos de câncer de pele Professora de medicina é condenada a mais de 11 anos de prisão no Paraná por emitir falsos diagnósticos de câncer e cirurgias desnecessárias. Uma médica que atuava em Pato Branco, município localizado no sudoeste do Paraná, recebeu uma condenação de 11 anos e 8 meses de reclusão em regime fechado. A profissional foi responsabilizada judicialmente por inventar laudos de câncer de pele em pacientes e executar intervenções cirúrgicas sem nenhuma necessidade real. Embora tenha recebido a sentença, ela tem o direito de recorrer da decisão em liberdade.

Investigação policial e crimes apontados

As autoridades policiais iniciaram as apurações em março de 2024, após denúncias de pessoas que desconfiaram das abordagens cirúrgicas indicadas pela profissional. O Ministério Público detalhou que a ré foi condenada por estelionato dezenas de vezes, além de lesão corporal e exercício ilegal da profissão, visto que se passava por dermatologista sem possuir a titulação exigida. O prejuízo financeiro causado às dezenas de vítimas foi calculado em aproximadamente R$ 130,4 mil. A defesa da acusada informou que a sentença acolheu parcialmente os pedidos da acusação e que pretende entrar com recursos para reverter a decisão de primeiro grau.

Pressão psicológica e laudos adulterados

De acordo com o inquérito policial, a investigada atuava de maneira solitária no consultório e exercia forte coação psicológica sobre os pacientes logo após comunicar os falsos diagnósticos negativos. Ela examinava pintas e manchas na pele, coletava material para análise e, nos retornos, exibia documentos falsificados apontando tumores malignos. A perícia descobriu que a falsificação dos papéis ocorria no próprio local de atendimento, utilizando uma máquina copiadora para sobrepor textos falsos em cima de documentos verdadeiros. Em um dos áudios anexados ao processo, a profissional chega a comemorar a retirada de um suposto melanoma agressivo, orientando a vítima a agradecer a Deus pelo suposto livramento.

Situação junto aos órgãos de classe

Mesmo com a repercussão do caso, o registro da profissional no Conselho Federal de Medicina permanece com status regular. O Conselho Regional de Medicina do Paraná foi questionado sobre possíveis processos administrativos, mas informou que as sindicâncias correm sob sigilo, embora sanções possam ir de advertências até a cassação definitiva do registro. Por Redação Acontece Redes Sociais/Reprodução

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