Tortura e morte em Londrina: suspeitos são soltos após laudo Justiça do Paraná solta quatro suspeitos de torturar jovem em Londrina. Laudo pericial concluiu que vítima caiu do 14º andar ao tentar fugir. A Justiça determinou a soltura de quatro homens investigados por envolvimento na tortura e morte de Alexandre Rodrigues Ramos, de 27 anos, ocorrida em Londrina, no norte do Paraná. Os suspeitos, com idades entre 22 e 24 anos, deixaram a prisão após passarem 24 dias detidos.
Reviravolta no caso após perícia oficial
A decisão de soltura foi tomada depois que a Polícia Científica entregou um laudo técnico que descartou a participação direta dos investigados na queda da vítima. Ficou provado que Alexandre não foi arremessado do 14º andar, mas acabou despencando acidentalmente enquanto tentava escapar do cativeiro pela sacada, buscando alcançar o apartamento inferior.
Medidas cautelares aplicadas aos investigados
Com a reviravolta jurídica, os quatro homens passam a responder ao processo em liberdade, mas sob rígidas restrições. Três deles devem utilizar tornozeleira eletrônica, e todos estão proibidos de deixar o município ou manter qualquer tipo de contato com as testemunhas do caso. A defesa argumentou com sucesso que não havia mais justificativas para a manutenção da prisão preventiva após os exames periciais. O delegado responsável explicou que a tipificação penal pode mudar dependendo dos desdobramentos finais. Enquanto o crime de tortura simples prevê reclusão de dois a oito anos, a modalidade com resultado morte eleva a pena para até 16 anos, além dos agravantes de cárcere privado. A Polícia Civil ainda aguarda a finalização dos exames toxicológicos para encerrar o inquérito.
Dinâmica do crime em Londrina
O episódio teve início quando a vítima foi acusada pelos colegas da namorada de furtar uma câmera fotográfica avaliada em R$ 12 mil. Conforme as investigações, Alexandre foi mantido amarrado, sofreu agressões físicas por cerca de quatro horas e foi obrigado a ingerir medicamentos que reduziram sua capacidade de reação. O caso inicialmente foi tratado como suposto suicídio, mas a dinâmica foi esclarecida quando os agentes perceberam que a chave do cômodo estava trancada pelo lado de fora. Testemunhas relataram as sessões de violência, levando à prisão inicial dos envolvidos, que agora responderão às acusações fora da prisão. Por Redação Acontece AconteceIA
