O mercado florestal no estado do Paraná vive um momento de forte expansão, consolidando-se como um pilar estratégico da bioeconomia nacional. Impulsionado por condições climáticas favoráveis e pela alta procura por celulose, madeira e resina, o setor exige atenção redobrada desde a fase inicial de cultivo para garantir o retorno financeiro.
A importância dos viveiros e da genética
A rentabilidade de uma floresta comercial começa muito antes do plantio, diretamente na estrutura do viveiro florestal. A escolha da espécie e a qualidade das mudas influenciam a produtividade por hectare. Segundo o engenheiro agrônomo Edson Domit Draginki, CEO do Grupo RDS, a aquisição de mudas sem procedência genética pode gerar prejuízos expressivos. A muda representa apenas cerca de 6% do valor total do investimento, mas define se o ciclo de corte será abreviado ou estendido de 15 para 18 anos.
Impactos financeiros da mortalidade inicial
Quando as mudas apresentam limitações de desenvolvimento, a necessidade de replantio compromete os indicadores econômicos. Entre os principais problemas estão a reposição de insumos, a mobilização extra de equipes de campo, os custos logísticos e o atraso no retorno do investimento. Por isso, sistemas radiculares saudáveis são vitais para assegurar alta taxa de sobrevivência no solo paranaense.
Pinus Elliottii e a diversificação com resina
No manejo florestal, a madeira não é a única fonte de faturamento. A extração de goma-resina do Pinus Elliottii diversifica as receitas no mesmo povoamento. Enquanto uma muda comum produz cerca de 27 metros cúbicos de madeira por hectare e 3 kg de resina por ano, uma variedade de alta performance genética atinge 40 metros cúbicos de madeira e até 7 kg de resina anuais. A goma coletada passa por destilação para gerar breu, usado em tintas e adesivos, e terebintina, aplicada em solventes e perfumaria.
Tecnologia e inovação no Paraná
Com matriz em Cerro Azul, no Paraná, o Grupo RDS destaca-se na produção de mudas de Pinus taeda, Pinus Elliottii, híbridos de pinus e variedades de eucalipto. A empresa expandiu sua capacidade produtiva para 5 milhões de unidades ao ano e já ultrapassou a marca de 40 milhões de mudas geradas. A marca também marcará presença na feira Lignum Latin America, realizada em Pinhais (PR), para apresentar suas soluções tecnológicas aos investidores da região sulista.
O sucesso do reflorestamento comercial depende de um controle rigoroso desde a semente até o pós-plantio, garantindo previsibilidade, sustentabilidade e maior margem de lucro para os produtores paranaenses.
Por Redação Acontece
Divulgação / Grupo RDS
