O ministro Cristiano Zanin, integrante do Supremo Tribunal Federal (STF), acionou formalmente o Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) para exigir o fim da exposição de seus dados fiscais sigilosos. As informações reservadas foram expostas publicamente por meio do registro de candidatura de Deltan Dallagnol (Novo) no estado.
Cobrança por responsabilização
No ofício enviado ao presidente da corte eleitoral paranaense, desembargador Luciano Carrasco Falavinha Souza, o magistrado solicitou providências imediatas para cessar a irregularidade. Além disso, o representante da Suprema Corte pediu a apuração de responsabilidades, incluindo a possibilidade de desdobramentos na esfera criminal para os envolvidos no vazamento de informações protegidas.
Origem do vazamento no TRE-PR
O caso veio à tona após a divulgação de que o ex-procurador anexou documentos bancários e fiscais de Zanin, de seus familiares e de seu antigo escritório de advocacia à sua defesa eleitoral. Os papéis integravam procedimentos do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) e continham relatórios da Receita Federal originalmente obtidos pela Operação Lava Jato.
Medidas tardias e defesa
Somente após a repercussão pública do caso, a relatora Vanessa Jamus Marchi determinou que os arquivos fossem classificados sob sigilo de Justiça com urgência. Em nota oficial, a defesa do candidato sustentou que a apresentação integral dos documentos ocorreu de forma transparente, visando comprovar a elegibilidade, e negou qualquer intenção de expor dados reservados do atual ministro.
O imbróglio jurídico movimentou os bastidores da política paranaense, colocando em evidência o choque entre o direito de defesa em disputas eleitorais e a proteção constitucional ao sigilo fiscal e bancário de cidadãos e autoridades públicas.
Por Redação Acontece
Foto: Divulgação/STF
