As empresas de aviação comercial implementaram limitações severas para decolagens e aterrissagens com pavimento molhado no Aeroporto de Cascavel, localizado no interior paranaense. A decisão preventiva ocorreu em decorrência de um incidente envolvendo uma aeronave da Latam que ultrapassou os limites da pista durante a aterrissagem na última segunda-feira (31).
Medida preventiva e temporária
Conforme esclarecimentos da Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear), os procedimentos no terminal paranaense continuam totalmente seguros, sendo a nova regra apenas uma precaução momentânea.
As empresas do setor aguardam o laudo inicial da apuração oficial para decidir sobre possíveis ajustes operacionais na infraestrutura local. Assim que essas diretrizes forem estabelecidas, a rotina de voos deve ser normalizada no terminal.
Investigação oficial em andamento
O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) assumiu a responsabilidade de apurar as causas do evento adverso. Os peritos já realizaram vistorias na aeronave e coletaram informações cruciais para o andamento das análises técnicas.
Enquanto isso, a Transitar, autarquia municipal que administra o terminal de Cascavel, declarou não ter recebido comunicados formais sobre as limitações impostas pelas empresas.
Segundo o órgão gestor, no momento em que o avião da Latam derrapou, a pista apresentava umidade, porém estava plenamente dentro dos parâmetros de segurança estabelecidos pela aviação civil brasileira.
A administração reforçou que o aeroporto permanece devidamente homologado e com funcionamento regular, ficando a critério de cada empresa aérea definir protocolos mais rígidos em períodos de chuva na região oeste do estado.
Por Redação Acontece
Foto: RPC Cascavel / Reprodução
