Apreensões de vapes pela Receita passam de R$ 440 milhões em cinco anos

As autoridades brasileiras retiraram de circulação mais de R$ 440 milhões em cigarros eletrônicos, popularmente chamados de vapes, ao longo de um período de cinco anos. Esse montante impressionante reflete o crescimento vertiginoso do contrabando desses dispositivos em território nacional, apesar da proibição vigente estabelecida pela Agência Nacional de Vigilância Sanitaria.

O avanço do contrabando de cigarros eletrônicos

O volume de apreensões disparou de maneira notável desde o ano de 2019, exigindo operações cada vez mais intensas de fiscalização nas fronteiras e rodovias federais. O estado do Paraná, por fazer divisa com países vizinhos, figura frequentemente como rota estratégica para a entrada ilegal desses produtos no Brasil, mobilizando equipes da Receita Federal e da Polícia Rodoviária.

Desafios na fiscalização aduaneira

A facilidade de ocultação e a alta demanda no mercado clandestino tornam o combate aos vapes uma tarefa complexa para os agentes públicos. As quadrilhas utilizam métodos variados de transporte para burlar o cerco fiscal, muitas vezes misturando a carga ilícita com mercadorias lícitas em veículos de pequeno e grande porte.

Impactos na saúde pública e economia

Além do prejuízo fiscal bilionário aos cofres públicos, a comercialização desregulada desses dispositivos representa um risco severo para a população, especialmente entre os jovens. A falta de controle sobre a composição química dos líquidos utilizados nos cigarros eletrônicos acende o alerta de médicos e especialistas em saúde.

As operações de combate ao mercado ilegal devem continuar em ritmo acelerado em todo o país, com foco especial nas regiões fronteiriças e nos principais centros de distribuição clandestina. O objetivo das forças de segurança é sufocar a cadeia logística dessas organizações criminosas e coibir a venda ilegal.

Por Redação Acontece

Créditos da imagem: Divulgação / Receita Federal

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