O governo dos Estados Unidos deu o primeiro passo para avaliar a obrigatoriedade de identificar o país de origem em produtos de carne bovina comercializados no mercado norte-americano. A determinação foi assinada pelo presidente Donald Trump e integra um esforço mais amplo para blindar e fortalecer a pecuária nacional diante de desafios econômicos e estruturais.
Análise de impacto e prazos
Pelas diretrizes estabelecidas, o Departamento de Agricultura norte-americano tem o prazo de noventa dias para mapear as bases legais e regulatórias que viabilizariam a exigência do selo de origem. O secretário da pasta, em conjunto com assessores econômicos e comerciais, precisará mensurar os reflexos financeiros de uma eventual rotulagem compulsória no cenário mercadológico atual.
Cenário de escassez e alta nos preços
A movimentação governamental ocorre em um momento de forte pressão sobre o custo da proteína vermelha no país. O rebanho bovino nacional atingiu seu patamar mais baixo em setenta e cinco anos, ao mesmo tempo em que a procura dos consumidores disparou quase dez por cento na última década, gerando inflação expressiva no setor alimentício.
Como reflexo dessa conjuntura, o preço da carne moída sofreu disparada expressiva nos últimos anos, acumulando alta expressiva desde o início de 2019 e encarecendo a alimentação das famílias norte-americanas. Com a produção interna reduzida, a dependência em relação aos itens importados aumentou consideravelmente, obrigando o Executivo a adotar estratégias para equilibrar o abastecimento e conter o avanço inflacionário.
Por Redação Acontece
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