O chefe da Advocacia-Geral da União (AGU), Jorge Messias, manifestou-se publicamente nesta sexta-feira a respeito de seu nome constar em um relatório recente da Polícia Federal (PF).
Explicação sobre as tratativas no STF
De acordo com o posicionamento oficial emitido pela AGU, Messias manteve conversas com o ministro André Mendonça, que atua como relator dos processos, e com a presidência do Supremo Tribunal Federal (STF). O objetivo dessas tratativas era encontrar caminhos para pacificar divergências e contornar um cenário institucional delicado envolvendo o caso Master e fraudes no INSS.
Fundamentos técnicos da decisão
A instituição esclareceu que a recusa em seguir os pleitos da maneira exigida pela força policial fundamentou-se em critérios estritamente técnicos e jurídicos. A AGU ressaltou que não possui atribuição legal ou constitucional para intervir na persecução penal nos moldes cobrados pelos investigadores, alertando que tal medida poderia comprometer a segurança jurídica das apurações em andamento.
O órgão governamental também refutou qualquer acusação de omissão por parte de seu dirigente. Segundo o comunicado, diversas reuniões ocorreram entre julho e agosto com membros da pasta da Justiça e da própria corporação policial para viabilizar o encaminhamento direto das dúvidas ao magistrado responsável.
Por fim, a AGU reiterou seu compromisso com a cooperação e a legalidade, mantendo-se aberta para auxiliar nas investigações dentro dos limites de suas competências constitucionais.
“Por Redação Acontece”
Imagem: Divulgação / AGU
