Uma nova pesquisa desenvolvida no Paraná une inteligência artificial, análise de dados e biotecnologia para maximizar a geração de energia renovável em aterros sanitários. O objetivo principal é otimizar o desempenho dos poços de captação que apresentam baixa produtividade de metano, impulsionando o aproveitamento sustentável dos resíduos sólidos urbanos.
Como a inteligência artificial atua na geração de metano
O sistema inovador examina dados detalhados da operação para compreender por que determinados pontos do aterro geram menos gás do que outros. A partir dessa varredura, os algoritmos indicam a dosagem exata de compostos químicos capazes de estimular a proliferação das bactérias responsáveis pela decomposição anaeróbica.
A decomposição da matéria orgânica resulta naturalmente no biogás, composto fundamental que, após passar por processos rigorosos de purificação, transforma-se em biometano ou é diretamente utilizado na geração de eletricidade verde.
Desafios e monitoramento tecnológico no estado
A eficiência na extração varia drasticamente conforme a umidade, a composição do lixo e fatores ambientais locais. Para solucionar essa oscilação, a iniciativa prevê a criação de um banco de dados robusto que integra biologia molecular e inteligência artificial para mapear os microrganismos ativos.
Com o auxílio de redes de aprendizado de máquina, os pesquisadores conseguem isolar as variáveis mais críticas e definir o volume ideal de metais de transição para impulsionar a atividade metanogênica sem desperdício de insumos.
Além dos ganhos ambientais expressivos, a tecnologia oferece vantagens econômicas diretas aos operadores, criando uma nova vertente de faturamento com a comercialização de energia limpa e biocombustíveis derivados de resíduos urbanos.
Por Redação Acontece
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