A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) protocolou uma ação na Justiça Eleitoral nesta sexta-feira (4/9) solicitando a prisão do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG). A movimentação jurídica ocorre após a divulgação de um documento falso atribuído à Polícia Federal durante o período de campanha eleitoral.
A articulação política contra o deputado
O documento apesentado pelas parlamentares é assinado em conjunto por Erika Hilton, pela deputada estadual Bella Gonçalves (PSOL-SP) e pela candidata a deputada federal Ana Elisa (PT-MG). As representantes alegam que a disseminação de arquivos fraudulentos fabricados por inteligência artificial em meio a disputas eleitorais configura crime grave, com pena prevista de até seis anos de reclusão.
A origem do documento apócrifo
O imbróglio teve início com a circulação nas redes sociais de um suposto relatório da PF que inocentava Nikolas de irregularidades em diálogos com Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master. O parlamentar mineiro compartilhou o conteúdo em suas plataformas digitais, gerando forte repercussão negativa entre os opositores.
Questionada pela imprensa, a corporação policial desmentiu oficialmente a autenticidade do material. Por sua vez, Nikolas justificou que apenas replicou uma postagem visualizada na rede social X e que removeu o arquivo de seus perfis momentos depois.
Cobranças de celeridade ao TSE
Diante da gravidade do episódio, Erika Hilton exigiu que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) atue com rapidez para coibir a contaminação do debate público por desinformação. A congressista utilizou suas redes sociais para intensificar as cobranças, endossando a campanha virtual sob o lema de prisão imediata para o deputado investigado.
Por Redação Acontece
Foto: Divulgação / Redes Sociais
