Operação da PF mira suspeitos de invadir área protegida do Paraná à noite para caçar animais ameaçados de extinção

PF mira caça ilegal noturna no Parque Nacional do Iguaçu Polícia Federal e ICMBio combatem esquema de caça ilegal em área protegida no Paraná. Operação apreendeu armas, equipamentos e carne congelada. Uma operação conjunta da Polícia Federal e do ICMBio desarticulou um esquema criminoso voltado à caça ilegal no Parque Nacional do Iguaçu, localizado no estado do Paraná. A ação visou identificar e punir indivíduos que invadiam a unidade de conservação durante o período noturno para abater animais silvestres ameaçados de extinção.

Apreensões e investigações em Foz do Iguaçu

Durante a ofensiva, foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão na cidade de Foz do Iguaçu. As equipes policiais recolheram documentos, aparelhos celulares, vestimentas, apetrechos de caça, estruturas destinadas à montagem de jiraus na floresta e porções de carne congelada. O material apreendido passará por rigorosa perícia técnica. No caso específico da carne encontrada, exames de DNA serão realizados para determinar a qual espécie animal o material pertence, confirmando se os alvos eram animais protegidos pela lei ambiental brasileira.

Origem do caso e prisões em flagrante

As apurações policiais tiveram início após a prisão em flagrante de dois homens no dia 6 de junho. Os suspeitos foram interceptados no interior da reserva ambiental, especificamente na região da Linha Santo Alberto, durante uma fiscalização realizada em parceria entre a Polícia Militar Ambiental e o ICMBio. Naquela ocasião, as autoridades confiscaram dois rifles de calibre .22, 62 munições intactas, lanternas de alta potência, mira óptica e redes de descanso com camuflagem.

Modus operandi do grupo criminoso

O avanço das investigações permitiu à Polícia Federal constatar que as invasões à área protegida ocorriam de maneira sistemática. O grupo criminoso realizava incursões armadas mensais desde o início de 2026, aproveitando a escuridão da noite para dificultar a fiscalização. Os criminosos utilizavam equipamentos táticos, como lanternas potentes e miras especiais, além de passarem longos períodos acampados na mata com o auxílio das redes camufladas apreendidas. A corporação prossegue com os trabalhos analíticos para esclarecer o envolvimento completo dos suspeitos e dimensionar o impacto ambiental causado na fauna local. Por Redação Acontece Polícia Federal

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