Quase um ano após a remoção de Nicolás Maduro do poder por operações militares dos Estados Unidos, o presidente americano Donald Trump declarou que a Venezuela ainda carece de preparo para organizar um novo pleito eleitoral. Em resposta, a líder interina Delcy Rodríguez assegurou que o processo democrático ocorrerá no momento oportuno, enquanto sua gestão foca na estabilização econômica e no fim das sanções estrangeiras.
Pronunciamentos em Washington e Caracas
Durante conversa com jornalistas na Casa Branca, o líder norte-americano elogiou a atuação da administração provisória venezuelana, mas reforçou que a transição ainda é recente demais para votações. Por sua vez, ao lado do secretário de Energia dos EUA, Chris Wright, em Caracas, Rodríguez defendeu a vigência da Constituição e prometeu esforço contínuo para viabilizar as condições institucionais necessárias.
Acordos energéticos e negociações políticas
A visita da comitiva americana também serviu para formalizar entendimentos na área de hidrocarbonetos. Trump confirmou recentemente um pacto que assegura aos Estados Unidos o controle majoritário sobre vastas reservas petrolíferas do país sul-americano, avaliadas em mais de 65 bilhões de barris comprovados, sem custos para o erário americano.
No âmbito político, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, projetou que uma nova etapa de conversas entre o governo interino e a oposição ocorrerá em breve. Segundo Rubio, a transição institucional na nação caribenha poderá ser concluída com maior rapidez do que casos históricos na Europa Oriental, embora tenha ponderado que a democracia engloba muito mais do que apenas a ida às urnas.
O futuro político da Venezuela permanece sob forte influência de Washington, com negociações em andamento para definir tanto o ritmo da abertura democrática quanto a exploração conjunta dos recursos energéticos locais.
Por Redação Acontece
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