As contas oficiais do candidato à Presidência da República Renan Santos (Missão) nas plataformas da Meta e no YouTube foram tiradas do ar nesta segunda-feira (31/8). A medida drástica ocorreu em cumprimento a uma ordem expedida pelo ministro Dias Toffoli, integrante do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
O impacto da punição digital
Durante o período noturno, tanto o Instagram quanto o Facebook do político ficaram inacessíveis ao público. Da mesma forma, o canal oficial que ele mantinha na plataforma de vídeos YouTube deixou de funcionar.
Em contrapartida, a conta do postulante ao Planalto na rede social X (antigo Twitter), controlada pelo empresário Elon Musk, continuou no ar até o fechamento da reportagem. Por outro lado, o perfil digital de Aroldo Medina, que concorre como vice-presidente na mesma chapa, também foi banido.
Motivação da decisão do TSE
Conforme a argumentação do ministro Dias Toffoli, a punição foi aplicada porque o candidato omitiu a declaração de seus canais digitais à Justiça Eleitoral dentro do prazo legal estabelecido. Como consequência direta, a determinação impede que a campanha continue utilizando a internet, proíbe o recebimento de verbas oriundas do Fundo Eleitoral e barra a presença do político em debates televisivos ou virtuais.
O magistrado destacou que havia ciência prévia sobre a obrigatoriedade de notificar os endereços virtuais, ressaltando que o uso só era permitido 48 horas após a oficialização do registro na corte eleitoral. Para Toffoli, houve uma infração direta às regras, gerando vantagens que agora são consideradas irreversíveis.
Reação da campanha afetada
Logo após a repercussão da penalidade imposta pela Justiça Eleitoral, o candidato utilizou outros meios para se manifestar e classificou a ordem judicial como uma nítida inflexão autoritária, demonstrando confiança de que a restrição será derrubada em instâncias superiores.
Por Redação Acontece
Imagem: Divulgação / TSE
