A decisão do governo federal de retirar os Correios do programa de desestatização tem gerado um impacto financeiro bilionário aos cofres públicos brasileiros desde abril de 2023.
Escalada vertiginosa no déficit da estatal
A justificativa inicial da gestão petista era garantir o cumprimento da função social da companhia postal, mas o resultado prático tem sido uma deterioração contínua das finanças.
No primeiro ano da atual administração, a estatal registrou um resultado negativo de R$ 597 milhões.
Aprofundamento da crise financeira
O cenário econômico da empresa piorou drasticamente nos períodos seguintes. Em 2024, o saldo negativo saltou para R$ 2,6 bilhões e alcançou impressionantes R$ 8,5 bilhões no ano passado.
A trajetória de instabilidade se manteve no período recente, com o primeiro semestre acumulando um rombo de R$ 5,5 bilhões, o que indica uma forte tendência de novo recorde negativo até o encerramento do ano.
Historicamente, a companhia não registra lucro em um trimestre desde setembro de 2022.
Impacto direto no Orçamento da União
Como reflexo dessa deterioração contínua, o projeto de Orçamento para 2027 encaminhado ao Congresso Nacional já prevê a necessidade de um repasse de R$ 6 bilhões do Tesouro Nacional para socorrer a empresa.
O encargo financeiro decorrente da manutenção da estatal sob controle estatal exclusivo evidencia o peso das escolhas políticas na economia do país.
Por Redação Acontece
Crédito da imagem: Divulgação/Correios
