A participação de um quarto indivíduo na morte de três pessoas da mesma família em um condomínio de Curitiba foi considerada “praticamente excluída” pelas autoridades policiais encarregadas do caso.
Dinâmica do crime e isolamento do local
De acordo com as apurações iniciais conduzidas pelo delegado responsável, as provas materiais coletadas até o momento, incluindo o exame de câmeras de segurança, enfraquecem a hipótese de invasão ou de envolvimento externo. O cenário do ocorrido ficou restrito ao interior do apartamento situado no bairro Água Verde.
Na tarde da última terça-feira (25), foram encontrados sem vida a médica Claudia Hitomi Shimada Furuyama, seu marido, o engenheiro Marcos Alberto Furuyama, e o filho do casal, o estudante de engenharia Rafael Furuyama. O trio residia no 9º andar do edifício.
Como os corpos foram descobertos
O alerta foi dado por conhecidos da médica que estranharam sua ausência no trabalho, somada à falta de notícias e ao choro incessante do cachorro da família. Diante da ausência de respostas, o síndico do prédio recorreu a um chaveiro para conseguir abrir a porta do domicílio.
O imóvel encontrava-se totalmente trancado por dentro e não apresentava indícios de arrombamento. As vítimas sofreram ferimentos provocados por arma branca. Uma faca e um canivete com vestígios sanguíneos foram recolhidos próximo aos corpos e encaminhados para análise pericial laboratorial.
Linhas de investigação e histórico financeiro
As autoridades trabalham inicialmente com a hipótese de duplo homicídio seguido de suicídio, mas diligências continuam para esclarecer a dinâmica exata dos fatos. O último contato conhecido da família ocorreu no domingo anterior, quando Claudia conversou com uma amiga por mensagens para tratar da entrega de uma encomenda na portaria, retirada posteriormente por Rafael.
Em paralelo, a Polícia Civil aprofunda as investigações sobre uma penhora imobiliária envolvendo a residência da família. O apartamento havia sido arrematado em leilão no começo de agosto, gerando uma ordem de desocupação. Os indícios apontam que a esposa e o filho poderiam desconhecer o estágio avançado dessa perda patrimonial, detalhe que passa por apuração para traçar o contexto motivacional da tragédia.
