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O Ministério Público do Rio Grande do Sul formalizou, na última quinta-feira (27), a denúncia contra o pai do menino Oliver Garyson, de três anos, por homicídio qualificado com dolo eventual e quatro acusações de tortura. A criança faleceu em 9 de julho em decorrência de graves agressões cometidas pelo genitor, motivadas pelo fato de o garoto não ter cumprimentado com um bom dia.

Envolvimento da mãe e histórico de violência

Além das acusações imputadas a D’andre Grayson, a promotoria também denunciou a mãe, Mayanna Angelina Rodgers, respondendo por quatro delitos de tortura por omissão. Atualmente, ambos os suspeitos encontram-se sob prisão preventiva.

Conforme apurado pela Polícia Civil, o núcleo familiar registrava episódios recorrentes de violência física contra os cinco filhos ao longo de quase uma década. Com o falecimento de Oliver, o Conselho Tutelar determinou o encaminhamento imediato dos irmãos sobreviventes para uma instituição de acolhimento.

Detalhes das agressões e pedidos da justiça

A acusação, assinada pelo promotor de Justiça Cláudio Rodrigues Araújo, requereu ainda a perda do pátrio poder do casal e o pagamento de uma indenização por danos morais no valor mínimo de R$ 50 mil destinada às crianças sobreviventes.

De acordo com o órgão ministerial, os menores enfrentaram intenso sofrimento físico e psicológico entre 2024 e julho de 2026 em estados como São Paulo, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. O histórico aponta que o pai utilizava castigos extremos por motivos fúteis, desferindo socos, tapas, mordidas e golpes com cordas e fios.

A dinâmica do crime que vitimou a criança

O óbito de Oliver Garyson ocorreu em Viamão (RS), após dias internado em situação crítica. O agressor, um missionário norte-americano de 33 anos, admitiu às autoridades ter espancado a vítima porque o garoto não respondeu ao seu cumprimento matinal.

O relato da investigação aponta que o homem desferiu socos na região do tórax e abdômen, além de golpear a cabeça do pequeno contra o solo. Mesmo acionando o atendimento médico no hospital local, a gravidade do quadro exigiu transferência para a UTI pediátrica em Porto Alegre, onde o óbito foi confirmado. O corpo clínico identificou indícios de violência e chamou as forças de segurança, resultando na prisão em flagrante do suspeito na própria unidade de saúde.

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