Documentos históricos preservados no Paraná trazem novos detalhes sobre o colapso da ditadura de Alfredo Stroessner no Paraguai, encerrada em fevereiro de 1989 após quase 35 anos no poder. O material faz parte de um acervo digital aberto ao público em Foz do Iguaçu.
O contexto das eleições e a ironia política
As eleições durante o regime ditatorial eram criticadas severamente pela oposição da época. “Sim para ficar, não para não sair.” Essa frase irônica resumia a percepção popular sobre os pleitos organizados pelo governo autoritário.
A força do Partido Colorado
Fundada logo após o fim da Guerra do Paraguai, a Associação Nacional Republicana (ANR) exerceu forte influência no cenário político ao longo de décadas. O domínio do partido se consolidou por meio da aliança estratégica com as Forças Armadas e com a estrutura do Estado.
O sistema de sustentação do governo baseava-se em patronato, corrupção e desvios de recursos públicos para garantir a lealdade dos aliados. No entanto, rachas internos e crises econômicas enfraqueceram a base governista.
O fim de um longo ciclo
O ditador acabou deposto por um golpe militar liderado pelo general Andrés Rodríguez, seu antigo aliado. A queda marcou o encerramento de um dos governos mais duradouros da América Latina, embora o aparato partidário tenha permanecido ativo na política paraguaia.
O resgate dessa memória está disponível no portal do Museu da Imprensa, que reúne publicações históricas da região de fronteira com apoio de instituições paranaenses.
Por Redação Acontece
Imagem: Acervo histórico do Museu da Imprensa / Divulgação
