Antigos colaboradores da operadora de telefonia Oi iniciaram o recebimento de verbas rescisórias de caráter indenizatório, com um teto estabelecido em R$ 15 mil por funcionário nesta fase inicial de repasses financeiros.
Início dos repasses e regras de distribuição
As transferências começaram a ser feitas na sexta-feira (6), com o aval dos administradores judiciais encarregados da gestão da empresa. O repasse ocorre no formato de rateio proporcional, levando em conta tanto as quantias devidas a cada indivíduo quanto o montante de dinheiro disponível em caixa pela companhia.
Quem tem direito ao pagamento
Esta rodada inicial abrange os ex-colaboradores que foram demitidos após o dia 25 de agosto de 2026, sendo enquadrados legalmente como credores extraconcursais dentro do andamento jurídico. Desse modo, a distribuição do dinheiro não ocorre de maneira automática para todo o contingente de antigos empregados.
Além disso, não existe garantia de que todos alcancem o teto estipulado de R$ 15 mil. O montante final varia conforme o direito creditício reconhecido e o saldo financeiro passível de distribuição. A liberação foi validada pelos administradores judiciais Bruno Rezende e Adriano Pinto Machado, cumprindo determinação da Justiça do Rio de Janeiro.
Valores já movimentados e contexto da falência
A operadora já direcionou um total de R$ 7,8 milhões para quitar obrigações salariais e de rescisão com antigos contratados, conforme nota emitida pela própria organização em 6 de novembro. Na quinta-feira (5), uma nova etapa quitou pendências de cunho salarial, abrangendo parcelas proporcionais do décimo terceiro salário.
Para os profissionais que encerraram o vínculo empregatício antes de 25 de agosto de 2026, categorizados como credores concursais, as diretrizes de quitação mudam, estabelecendo o teto de cinco salários mínimos por indivíduo, já descontadas eventuais antecipações. A corporação assegurou que seguirá direcionando os ativos existentes para quitar as responsabilidades trabalhistas, seguindo rigorosamente a hierarquia legal.
Essas transferências financeiras acontecem no contexto da decretação de falência da companhia telefónica. No mês de agosto de 2026, a Justiça fluminense declarou a falência da marca em decorrência de um prolongado desgaste financeiro e de várias tentativas frustradas de reestruturação por recuperação judicial. Naquele período, o passivo da empresa alcançava a cifra de cerca de R$ 44 bilhões, somando aproximadamente 164 mil credores afetados.
Por Redação Acontece
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