Um idoso de 62 anos faleceu após passar três dias internado em decorrência de uma queda sofrida na cidade de Carlópolis, localizada no Norte do Paraná. A vítima, identificada como João Batista de Matos, bateu a cabeça fortemente contra o solo depois que o banco em que estava sentado foi erguido por outras pessoas.
Detalhes da dinâmica do caso
O episódio aconteceu na noite de uma terça-feira, em frente a um estabelecimento comercial do município paranaense. Registros de câmeras de segurança mostraram o momento exato em que indivíduos se aproximaram da vítima, levantando o assento enquanto o homem ainda permanecia sentado, o que provocou o tombamento imediato.
Como consequência do impacto, o idoso sofreu traumatismo craniano e lesões severas na região do pescoço. O resgate foi acionado e ele acabou sendo transferido para um hospital em Londrina, mas não resistiu à gravidade dos ferimentos e veio a óbito.
Repercussão e investigação policial
Com o falecimento da vítima, a condução jurídica do caso foi alterada pelas autoridades locais.
A Polícia Civil do Paraná informou que o inquérito passa a tratar o episódio como um possível homicídio. “A investigação está em andamento para esclarecer se houve dolo eventual ou homicídio culposo”, apontou o comunicado oficial emitido pela corporação.
Testemunhas devem prestar depoimento nos próximos dias, enquanto os investigadores avançam com a análise de laudos periciais e das imagens capturadas pelas câmeras de segurança.
Declarações dos familiares
A perda causou grande comoção entre os parentes de João Batista. Durante o processo de liberação do corpo no Instituto Médico Legal de Londrina, a filha da vítima desabafou sobre a situação.
“É, desumano, sabe? Eles não precisavam ter feito isso com ele. Eu queria só que o meu pai estivesse aqui com a gente. E eu quero justiça. É só isso que eu espero”, declarou Eliany Marques de Matos.
A sobrinha do idoso, Ágatha Matos, também comentou sobre a condição física do tio no momento do incidente. “Ele tem alguns problemas no corpo, usava ferro no braço, na boca e tudo, então um braço dele não funcionava direito”, afirmou, acrescentando que evitou assistir às gravações da queda.
Posicionamento da defesa dos suspeitos
Os dois homens que participaram da ação de erguer o móvel foram detidos inicialmente, mas obtiveram o direito de responder ao processo em liberdade. A defesa jurídica da dupla alega que não existia qualquer propósito agressivo ou letal.
De acordo com o relato repassado pelos investigados aos seus representantes legais, eles atuavam como mototaxistas nas proximidades e teriam agido para atender a um pedido de um funcionário do mercado, que solicitou a retirada do banco daquele ponto.
Por Redação Acontece
Reprodução/Câmera de segurança
