Uma invenção desenvolvida na capital do Paraná há mais de cinco décadas revolucionou a forma como metrópoles globais planejam a mobilidade urbana, servindo de base para o primeiro capítulo da nova produção audiovisual Curitibus, que relembra a criação das faixas exclusivas e o papel das companhias locais na consolidação desse padrão.
A origem do sistema BRT
O capítulo inaugural, batizado de “Uma inovação que ganhou o mundo”, resgata o ano de 1974, período em que a cidade implantou faixas privativas para a frota de coletivos com o objetivo de dar preferência ao transporte público em locais chave, isolando os ônibus dos demais automóveis.
Evolução e impacto global
O material audiovisual mistura registros do passado e do presente para evidenciar o desenvolvimento da tecnologia, que ganhou fama internacional sob a sigla BRT — Bus Rapid Transit, servindo de molde para redes de mobilidade em cerca de 200 municípios espalhados pelo planeta.
Atualmente, a capital paranaense dispõe de cerca de 90 quilômetros de pistas destinadas exclusivamente aos coletivos, integrando uma rede que opera com aproximadamente 1.200 veículos rodando pelas ruas diariamente.
Mensalmente, a frota atinge a marca de cerca de 7 milhões de quilômetros rodados e atende aproximadamente 13 milhões de usuários.
Ao resgatar essa trajetória, o capítulo inicial demonstra que, por trás de um projeto famoso em todo o planeta, há uma operação executada rotineiramente pelas companhias responsáveis pela mobilidade urbana local.
A proposta da obra é justamente expor narrativas, estatísticas, tecnologias e trabalhadores que mantêm o município em constante deslocamento.
Por Redação Acontece
Imagem: Divulgação/Curitibus
