Especialistas e gestores públicos estiveram reunidos em Foz do Iguaçu para participar da Oficina de Sinalização Rústica da Rota Turística Caminhos do Peabiru. O encontro, realizado no Refúgio Biológico Bela Vista, dentro do Complexo Turístico de Itaipu, teve como foco principal debater a instalação, o manejo e a conservação das placas indicativas ao longo do trajeto paranaense.
Estruturação do trajeto histórico
Essa capacitação encerrou o Seminário sobre a Rota Turística Caminhos do Peabiru, que começou na véspera e reuniu lideranças do setor. A consultoria técnica do projeto foi executada pela Fundação de Apoio ao Desenvolvimento Científico da Universidade Estadual de Maringá (Fadec/UEM), sob a contratação da Paraná Projetos. A ação faz parte das estratégias do Governo do Estado, conduzidas pela Secretaria de Estado do Turismo (Setu) e pela Secretaria de Estado do Planejamento (SEPL), para consolidar o percurso.
O secretário de Estado do Turismo, Luciano Bartolomeu, destacou a importância dessa etapa para o setor paranaense.
“Não basta ter uma história importante e um caminho com grande potencial turístico. Precisamos preparar os destinos para receber as pessoas, oferecer orientação ao longo do percurso e garantir condições adequadas e seguras para que essa experiência aconteça. A sinalização contribui para dar identidade à rota, valorizar os municípios envolvidos e fortalecer o turismo de forma integrada no Paraná”, afirma.
Metodologia e segurança nas trilhas
A programação do evento incluiu tanto aulas teóricas quanto práticas de campo, ministradas pelo biólogo e especialista em trilhas Eric Xavier. Os participantes aprenderam sobre os padrões oficiais da Rede Brasileira de Trilhas (Rede Trilhas), adotados pelo estado para garantir a preservação da paisagem natural e a segurança dos aventureiros.
O assessor de Aperfeiçoamento da Gestão Governamental da Secretaria de Estado do Planejamento, Aparecido Violi, também comentou sobre o andamento da iniciativa.
“Estruturar a rota ao longo destes três anos foi um esforço coletivo baseado na metodologia da Rede Brasileira de Trilhas e no apoio de arqueólogos e turismólogos. Essa construção só avança porque caminhamos junto às instâncias de governança regional e às comunidades locais, que conhecem a realidade de cada município. Entregar essas etapas e planejar os próximos passos consolida um projeto que agora ganha corpo em todo o Paraná”, afirma.
O trajeto resgata a antiga rota indígena transcontinental que ligava o Oceano Atlântico à Cordilheira dos Andes. Hoje, o projeto transforma esse patrimônio histórico em uma grande rede de trilhas para ciclistas e caminhantes, integrando economia local e preservação ambiental nos municípios do Paraná.
Por Redação Acontece
Foto: Divulgação/AEN
