Dengue: Foz do Iguaçu vistoria 4,7 mil imóveis até dia 13

Equipes do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) de Foz do Iguaçu iniciaram, na última terça-feira (3), o Levantamento de Índice Rápido para Aedes aegypti (LIRAa). A operação, que se estende até o dia 13 de março, tem como meta principal inspecionar 4,7 mil residências e estabelecimentos comerciais no município paranaense, que não contabiliza óbitos por dengue desde 2024.

Mapeamento e controle do Aedes aegypti

O objetivo do LIRAa é identificar a presença de larvas do mosquito vetor da dengue, zika e chikungunya, além de classificar os tipos de recipientes que servem como criadouros. No levantamento anterior, realizado em novembro de 2025, a cidade apresentou um Índice de Infestação Predial (IIP) de 3,36%, o que posicionou o município em estado de alerta.

Renato Birkheur dos Santos, responsável pela Coordenação de Prevenção e Controle de Vetores, destaca que a mudança na periodicidade do levantamento para o formato anual ocorre devido ao uso de armadilhas de oviposição. “O resultado nos permite identificar quais são os depósitos predominantes e onde há mais focos do mosquito na cidade. Com essas informações, conseguimos traçar estratégias de combate”, explica.

Situação epidemiológica e o método Wolbachia

Atualmente, Foz do Iguaçu registra 45 casos confirmados de dengue neste ano, com mais de 4 mil notificações descartadas. Além da vistoria física, a cidade segue com a implementação do método Wolbachia, que utiliza mosquitos infectados com a bactéria de forma natural para impedir a transmissão de viroses. A iniciativa, conduzida em parceria com a Fiocruz, já alcança 28 bairros e deve cobrir toda a área urbana nos próximos meses.

Atenção redobrada com o clima

O fenômeno El Niño, caracterizado por temperaturas elevadas e chuvas frequentes, aumenta a preocupação das autoridades de saúde com a proliferação acelerada do vetor. Para evitar uma epidemia, a colaboração da população é indispensável. É essencial manter reservatórios de água vedados, limpar calhas e eliminar qualquer recipiente que possa acumular água parada, além de facilitar o acesso dos agentes de endemias aos imóveis.

Por Redação Acontece

Crédito da imagem: Divulgação/Prefeitura de Foz do Iguaçu

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